Brasil, 29 de janeiro de 2026
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MP denuncia Crivella por “QG da Propina” que movimentou R$ 32 mi

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos) foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por improbidade administrativa, sob a acusação de comandar um esquema de propina que teria movimentado cerca de R$ 32 milhões por meio de irregularidades em contratos públicos durante sua gestão. A ação é um desdobramento da investigação conhecida como “QG da Propina”.

De acordo com a denúncia, o esquema envolvia fraudes em licitações, uso de empresas de fachada, notas fiscais frias e contratos simulados, utilizados para o desvio de recursos públicos. Além de Crivella, o MP aponta o envolvimento de outras dez pessoas físicas e ao menos 25 empresas.

O principal foco da apuração é um contrato estimado em R$ 789 milhões, firmado entre o Previ-Rio, instituto responsável pela previdência dos servidores municipais, e a operadora de planos de saúde Assim Saúde. Para os promotores, o processo licitatório teria sido direcionado de forma ilegal, com exigências elaboradas para favorecer previamente a empresa vencedora.

Segundo a investigação, o acordo teria incluído o pagamento de vantagens indevidas equivalentes a aproximadamente 3% do valor global dos contratos, o que representaria repasses mensais em torno de R$ 2 milhões. Ao final, o montante apontado como propina alcançaria cerca de R$ 32 milhões.

Além da restituição do valor, o MP pede a aplicação de multas e a suspensão dos direitos políticos dos acusados.

Aliado sem cargo na administração


As investigações também destacam a relação de proximidade entre o então prefeito Marcelo Crivella e Rafael Alves, apontado pelo Ministério Público como um dos principais operadores do esquema. Segundo os autos, essa ligação extrapolava o âmbito pessoal e se refletia diretamente na condução da administração municipal.

Embora não ocupasse qualquer cargo formal na Prefeitura do Rio, Rafael Alves, de acordo com a decisão judicial, exerceria influência direta sobre decisões do chefe do Executivo. As apurações indicam que ele participava da escolha de empresas prestadoras de serviços, interferia em procedimentos administrativos e atuava na indicação de pessoas para cargos estratégicos da gestão.ara os investigadores, o conjunto de provas reunidas aponta que o esquema não se limitava a um único setor, mas se estendia por diversas áreas da administração municipal. O Ministério Público sustenta que a dimensão e a continuidade das irregularidades indicariam que Crivella tinha pleno conhecimento dos fatos, exercendo controle sobre os atos investigados.

Com informações do Estadão

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