Na última sexta-feira (16), um passageiro foi retirado de um voo da Latam Airlines no Aeroporto de Brasília após se recusar a colocar o celular no modo avião, conforme exigido pela tripulação. O incidente, que gerou tumulto a bordo, resultou na intervenção da Polícia Federal, acionada para garantir a segurança no ambiente da aeronave.
Um atraso por conta da indisciplina
O voo, que tinha como destino o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, deveria ter decolado às 17h45, mas apenas conseguiu seguir viagem às 19h20, após o desembarque do passageiro indisciplinado. A Polícia Federal, por meio de nota, informou que foi chamada pela equipe de bordo após o homem se recusar a obedecer às regras de segurança.
Como tudo ocorreu
De acordo com relatos de outros passageiros, a discussão começou quando uma comissária perguntou se o homem havia ativado o modo avião em seu celular. Ele teria respondido negativamente, afirmando que “nem se o avião caísse” ativaria a função. Apesar das tentativas de convencimento da equipe de bordo, ele se mostrou intransigente e recusou mostrar o aparelho.
Resistência e intervenção da polícia
Durante o incidente, os momentos de tensão aumentaram quando o avião chegou a taxiar na pista de decolagem, mas voltou para a baia após a tripulação perceber que a situação não poderia ser controlada. Os vídeos obtidos pela reportagem mostram a dificuldade da equipe em persuadir o homem a deixar a aeronave, enquanto outros passageiros manifestavam sua insatisfação com a falta de cooperação do individuo.
Frases como “indisciplina do senhor” foram ouvidas durante as tentativas de persuadi-lo a sair do voo. O passageiro, por sua vez, alega que haveria a necessidade de provar sua indisciplina, citando a possibilidade de processo judicial caso fosse retirado à força. Diante dessa resistência, a Polícia Federal foi chamada, e o homem foi retirado da aeronave para preservar a ordem.
Reações e anúncios das autoridades
A Latam Airlines, em nota oficial, reforçou que tomou as medidas necessárias para garantir a segurança de todos a bordo, solicitando apoio da Polícia Federal somente diante do comportamento indisciplinado do passageiro. Além disso, a companhia afirmou que cumpre rigorosamente os padrões de segurança exigidos por lei.
A Polícia Federal complementou sua declaração, esclarecendo que sua atuação em tais situações ocorre apenas quando acionada pela tripulação, em conformidade com o Código Brasileiro de Aeronáutica, que confere ao comandante da aeronave autoridade sobre a disciplina e segurança a bordo. Após a retirada do passageiro, quaisquer questões relativas a remarcações de voo ou reembolsos ficariam a cargo da companhia aérea, não competindo à polícia determinar estas medidas.
Consequências e reflexões sobre segurança aérea
Este episódio levanta importantes questionamentos sobre a segurança nas companhias aéreas e a responsabilidade dos passageiros em seguir as regras durante o voo. A resistência a normas básicas, como a ativação do modo avião, pode não apenas atrasar a viagem, mas também colocar em risco a segurança de todos os demais passageiros.
Em tempos em que a aviação se torna cada vez mais segura, ações como a do passageiro em Brasília evidenciam a necessidade de colaboração e respeito mútuo entre passageiros e a tripulação. Especialistas pedem por mais campanhas educativas, visando a conscientização sobre a importância de seguir as diretrizes de segurança a bordo.
Com episódios como este, as companhias aéreas podem reavaliar e reforçar seus protocolos de segurança, além de treinar suas equipes para lidar de maneira ainda mais eficaz com situações de indisciplina, garantindo assim a integridade e a tranquilidade de todos os envolvidos.
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