No último sábado (18), a tragédia abalou a cidade de Barueri, em São Paulo, onde o cardiologista Luis Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, perdeu a vida em um tiroteio envolvendo um colega de profissão. O ocorrido, que chocou a comunidade médica e a população local, está sendo investigado pelas autoridades e voltou a acender discussões sobre segurança e uso de armas no Brasil.
O incidente em Barueri
O crime aconteceu na noite de sexta-feira (16), em frente a um restaurante de luxo localizado na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus. Luis estava acompanhado de um amigo, Vinicius Dos Santos Oliveira, de 35 anos, quando foram surpreendidos por um ataque perpetrado por Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, também médico e de 44 anos. Os três já se conheciam e, conforme relatos, se encontraram por acaso no local.
A situação se deteriorou rapidamente, começando com uma discussão dentro do restaurante. A Guarda Civil foi chamada para intervir, mas a situação parecia controlada até que, após a saída de Luis e Vinicius do estabelecimento, Carlos Alberto sacou uma pistola 9 mm e disparou contra os dois. Luis foi atingido por 8 tiros e Vinicius por 2. Ambos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.
Prisão do autor e repercussão do crime
Carlos Alberto foi preso em flagrante logo após os disparos, e a polícia apurou que ele possui um histórico criminal que inclui prisão por racismo e agressão em 2025. Apesar disso, foi liberado após pagar fiança. As circunstâncias da discussão que levou ao tiroteio ainda são obscuras, e a investigação está em andamento. Um vídeo, capturado por câmeras de segurança, registrou a briga entre os médicos, e a polícia aguarda a liberação do material para aprofundar as investigações.
Além da pistola utilizada no crime, as autoridades apreenderam R$ 16 mil, documentos e outros pertences de Carlos Alberto. A legislação brasileira proíbe a posse de armas por indivíduos que têm apenas o registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), como é o caso do autor do crime, o que levanta questionamentos sobre a validade e eficácia desse registro em casos de violência.
Funeral e legado de Luis Roberto
A morte de Luis Roberto Pellegrini Gomes gera grande consternação, especialmente entre seus colegas e pacientes. Ele era um renomado cardiologista, ativo em sua comunidade e conhecido pelo comprometimento com a saúde pública. O velório do médico será realizado neste domingo, 18 de janeiro, no Velório Municipal de Rafard (SP), onde amigos e familiares poderão prestar suas homenagens.
O caso de Luis Roberto sublinha a urgência de discutir a regulamentação do porte de armas no Brasil, especialmente em um contexto onde profissionais da saúde, que deveriam ser símbolos de cuidado e proteção, se tornam vítimas da violência. Enquanto a sociedade busca entender as razões que levaram a tal tragédia, a expectativa é de que as autoridades tomem as devidas providências para aumentar a segurança em locais públicos e prevenir futuros casos de violência.
Reflexões sobre a segurança
Com as notícias de violência se tornando cada vez mais frequentes, a morte de Luis Roberto não é um caso isolado. A discussão sobre o controle de armas e a violência no Brasil continua a ser uma prioridade para muitos, e casos como este apenas reforçam a necessidade de um debate profundo e soluções eficazes. As autoridades têm a responsabilidade de garantir que tragédias como essa não se repitam, proporcionando um ambiente seguro para todos os cidadãos.
Os desdobramentos deste caso ainda estão sendo observados com expectativa, enquanto a comunidade médica e a sociedade em geral lidam com a dor da perda e as questões complexas que cercam a violência armada.


