Neste domingo (18), a Marinha do Brasil iniciará a utilização de tecnologia de sonar nas buscas pelas duas crianças que desapareceram em Bacabal, no interior do Maranhão. Essa ação faz parte de uma operação que conta com a participação de militares deslocados para o município desde sábado (17).
Operação de busca e tecnologias envolvidas
Em coletiva de imprensa, o capitão de mar e guerra da Marinha do Brasil no Maranhão, Ademar Augusto Simões Júnior, explicou que o equipamento a ser utilizado é o mesmo que foi empregado em operações anteriores de grande relevância, como as buscas após o desabamento da ponte entre Estreito (MA) e o Tocantins.
O sonar utilizado é do tipo side scan sonar, uma tecnologia avançada capaz de produzir imagens quase instantâneas por meio de ondas sonoras. “O sonar faz um escaneamento do leito do rio, da coluna d’água e do fundo. A imagem é gerada em tempo real, o que permite identificar qualquer tipo de anomalia no ambiente subaquático”, detalhou o capitão.
Ao identificar uma anomalia, a equipe pode direcionar o trabalho dos mergulhadores e das demais equipes com maior precisão. “Isso permite otimizar o esforço dos bombeiros, reduzir o tempo de varredura e aumentar a eficiência das buscas”, completou Simões Júnior.
Desaparecimento e esforços das equipes
As operações de busca são intensificadas com base nas informações prestadas por Anderson Kauan, de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4. Nota-se que o menino também desapareceu, mas foi encontrado três dias depois de seu sumiço. Segundo seu relato, o último local onde esteve com os primos é conhecido como “Casa Caída”, uma cabana improvisada na mata onde as crianças teriam passado ao menos uma noite.
Desde o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael, no dia 4 de janeiro, uma força-tarefa considerável tem atuado na região, reunindo agentes das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha e mais de mil voluntários que se mobilizaram para ajudar nas buscas.
Desafios enfrentados nas investigações
Apesar das buscas intensas e contínuas, que já se estendem por mais de duas semanas, nenhuma nova pista foi encontrada sobre o paradeiro das crianças até o momento. A esperança de que a tecnologia e a mobilização de diversas forças de segurança traga resultados positivos é o que move as equipes de busca e a comunidade local.
A realização dessa operação conta não só com a tecnologia de sonar, mas também com o engajamento da população, que tem se mostrado solidária ao sofrimento dos familiares das crianças desaparecidas. A Marinha, com a experiência adquirida em outras ocorrências, busca utilizar todos os recursos disponíveis para encontrar Ágatha e Allan.
O uso do sonar traz nova esperança aos familiares e à comunidade de Bacabal, que já enfrentam dias de incerteza e angústia, e aguarda ansiosamente por notícias positivas sobre as crianças. Assim, a união de esforços e tecnologia pode ser a chave para um desfecho mais feliz nessa tragédia.
Com o decorrer das buscas, a Marinha do Brasil se demonstra comprometida em empregar todos os recursos necessários para auxiliar na resolução desse caso, mostrando que em momentos críticos, a solidariedade e a tecnologia podem se unir em prol de vidas.


