A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que tem chamado a atenção da sociedade e das autoridades de saúde devido ao seu aumento significativo nos últimos anos. Embora todas as faixas etárias possam contrair a doença, idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, enfrentam riscos maiores de complicações graves. Neste artigo, vamos abordar os principais sintomas da dengue e discutir os avanços recentes no tratamento dessa enfermidade.
A dengue: uma ameaça para a saúde pública
A dengue é endêmica em diversas regiões do Brasil, especialmente durante o período chuvoso, quando as condições são favoráveis para a reprodução do mosquito vetor. A doença representa um desafio de saúde pública, com aumentos alarmantes no número de casos a cada ano, impactando não apenas a saúde das pessoas, mas também os sistemas de saúde de várias cidades e estados. O surgimento de variantes do vírus e a resistência do mosquito ao controle têm dificultado os esforços para conter o avanço da dengue.
Principais sintomas da dengue
Os sintomas da dengue podem variar desde formas leves até as graves, que podem levar a complicações e até mesmo à morte. Conhecer os sinais e sintomas é fundamental para buscar atendimento médico precocemente. Os principais sintomas incluem:
- Febre alta: Um dos primeiros sinais, geralmente acima de 38 graus Celsius.
- Dores musculares e articulares: Estas dores podem ser intensas e são frequentemente referidas como “quebra-ossos”.
- Dores atrás dos olhos: Outro sintoma comum que pode ser bastante incômodo.
- Náuseas e vômitos: Sensações que podem se agravar com a desidratação.
- Erupções cutâneas: Aparecem em muitos casos e podem variar em severidade.
- Sangramentos: Casos mais graves podem resultar em hemorragias, como sangramento nasal ou gengival.
O tratamento da dengue: inovações e cuidados
Embora atualmente não exista um antiviral específico para o tratamento da dengue, os cuidados são focados na hidratação e no alívio dos sintomas. Recente pesquisas têm se concentrado em identificar novas abordagens terapêuticas que possam melhorar o tratamento e aumentar a segurança dos pacientes. Entre as inovações estão:
Fluidos intravenosos
A administração de fluidos intravenosos se tornou um protocolo comum para casos moderados a graves de dengue, ajudando a combater a desidratação associada à febre e aos episódios de vômito.
Medicamentos analgésicos
Medicamentos como paracetamol têm sido recomendados para o controle da febre e da dor, evitando o uso de anti-inflamatórios não esteroides, que podem aumentar o risco de hemorrágicos.
Vacinas em desenvolvimento
Várias vacinas estão em fase de pesquisa e testes clínicos. A expectativa é que, em breve, possamos contar com opções vacinais eficazes que possam prevenir a doença em populações vulneráveis.
A importância da prevenção
Prevenir a dengue é essencial para reduzir o número de casos e proteger as populações de risco. Medidas simples, como eliminar locais de reprodução do mosquito (água parada), usar repelentes, e promover campanhas de conscientização, são fundamentais para combater a propagação da dengue.
O envolvimento da comunidade é crucial para reduzir a incidência da doença. Os cidadãos devem ser incentivados a participar de ações coletivas para a eliminação dos focos do mosquito e à promoção de hábitos saudáveis e de prevenção. Além disso, é importante que as autoridades de saúde continuem a disseminar informações precisas e atualizadas sobre a dengue e seus riscos.
Concluindo, a dengue continua a ser uma importante preocupação de saúde pública no Brasil. Conhecer seus sintomas e o tratamento disponível são passos fundamentais para proteger a saúde da população, especialmente dos grupos mais vulneráveis. Investimentos em pesquisa e conscientização são vitais para combater essa doença que afeta milhões de brasileiros anualmente.


