Em uma manifestação carregada de emoção, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) comentou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Centro de Detenção Provisória do Complexo da Papuda, em Brasília, unidade popularmente conhecida como “Papudinha”. A declaração de Michelle ocorreu após ela ter se reunido com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de apoio para a concessão de prisão domiciliar ao marido.
Busca por apoio no STF
Segundo informações do portal GLOBO, Michelle havia se encontrado com o ministro Gilmar Mendes durante uma audiência, com o objetivo de sensibilizá-lo com relação ao estado de saúde do ex-presidente. Essa proximidade com os ministros do STF sinaliza um movimento estratégico da ex-primeira-dama, que tenta angariar apoio em meio à situação delicada enfrentada por Jair Bolsonaro.
Defesa da inocência e apelo emocional
Em suas redes sociais, Michelle refutou as alegações de golpe que a cercam, assim como contestou a condenação do marido: “Meu marido não cometeu crime algum. Não houve nenhum golpe. Nunca deveria ter sido condenado. Está tudo errado desde o início!”, escreveu, demonstrando convicções firmes sobre a inocência de Jair.
A ex-primeira-dama também expressou uma relação emocional intensa com a situação, afirmando carregar não apenas a dor de seu marido, mas também a de sua filha e daqueles que o amam. “Sou esposa. Sou mãe. Sou mulher. Carrego a dor da minha filha, a dor do meu marido e a dor de todos que o amam”, declarou, reforçando seu papel de apoio e a importância da família neste momento difícil.
A prisão domiciliar como necessidade
Michelle voltou a enfatizar a necessidade da prisão domiciliar, um pedido que tem sido um ponto central do discurso bolsonarista desde o agravamento do quadro jurídico do ex-presidente. “O lugar do meu marido é em casa. É lá que ele deveria estar; sendo cuidado por nós, pela família… E não onde ele está agora”, finalizou, clamando por uma solução que permita a Bolsonaro viver em um ambiente familiar.
Reações à transferência para a Papuda
Nos bastidores, a avaliação sobre a transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha é de que pode haver uma melhora nas condições de custódia. A nova unidade oferece uma estrutura considerada superior à da Polícia Federal, e alguns aliados interpretam esse movimento como um primeiro passo para a eventual concessão da prisão domiciliar.
Embora a transferência não tenha sido o desfecho ideal que muitos apoiadores esperavam, alguns bolsonaristas atribuem “uma vitória” a Michelle e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também fez contatos com ministros do STF para tratar do caso do ex-presidente nos últimos dias.
Mensagem de fé e conexão com o eleitorado
Além de suas declarações sobre a situação do marido, a publicação de Michelle nas redes sociais estava acompanhada de uma citação religiosa que reforçou sua conexão com o eleitorado evangélico. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”, escreveu, buscando fortalecer laços com seus apoiadores e transmitir uma mensagem de esperança em meio às dificuldades.
Com a situação ainda incerta, a defesa de Michelle pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro continua a ser um tema que mobiliza tanto a família quanto seus aliados, enquanto a luta por uma solução mais favorável avança nos tribunais.



