Brasil, 17 de janeiro de 2026
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Falece Angelo Gugel, assistente de três papas, aos 90 anos

Angelo Gugel, que dedicou sua vida ao serviço da Igreja Católica como assistente pessoal de três papas distintos, faleceu em Roma na noite de quinta-feira (15/01), aos 90 anos. Sua trajetória de vida foi marcada por discrição e devoção, refletindo a importância de seu papel na história recente do Vaticano.

Um percurso de fé e serviço

Nascido em 27 de abril de 1935, em Miane, na região de Treviso, Gugel começou sua carreira no Vaticano em 1955, quando foi recrutado como gendarme. Sua jornada took a turn após ele contrair tuberculose, o que levou a uma longa convalescença. Contudo, seu primeiro contato com os papas aconteceu quando João Paulo I o convocou para se juntar à sua equipe. Desde então, Gugel se tornou um fiel colaborador, testemunhando a história da Igreja Católica em momentos cruciais, como o atentado contra João Paulo II em 13 de maio de 1981.

Serviço aos papas

Durante quase 50 anos, Gugel serviu como “Assistente de Câmara” de João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. Com João Paulo II, ele compartilhou 27 anos, repletos de desafios e momentos emocionantes. O atentado que quase custou a vida do papa polonês é uma das lembranças mais marcantes de sua carreira. Gugel descreve como a notícia do ataque à vida de João Paulo II lhe causou profundo impacto e tristeza, um testemunho de seu compromisso e lealdade ao papa.

A experiência de Gugel foi muito rica, tanto em momentos de grande gravidade como em ocasiões mais pessoais. Ele country recalls momentos de férias que passou com o papa, em particular, lembranças de viagens e encontros ao redor do mundo. Sua posição exigia um sigilo absoluto sobre o que acontecia nos bastidores do Vaticano, algo que ele carregou com dignidade durante sua vida.

A discreta elegância de Gugel

Conhecido por seu estilo sóbrio e elegante, Gugel foi sempre um homem de poucas palavras, evitando a atenção da mídia. Raramente concedia entrevistas, mas quando o fazia, compartilhava suas lembranças com uma humildade característica. Em uma homenagem ao centenário de nascimento de São João Paulo II, Gugel relembrou momentos significativos de sua experiência no Vaticano, como a chamada que recebeu após a morte de João Paulo I, enfatizando o ambiente de confiança que o papa polonês criava.

Além disso, Gugel teve experiências marcantes com outros líderes da Igreja, incluindo sua relação com Bento XVI, onde continuou a desempenhar um papel crucial até se aposentar. Sua lealdade aos papas foi um dos pilares de sua vida, formando um elo que perdurou por décadas.

Memórias de um Assistente de Câmara

Em entrevistas, Gugel também compartilhou histórias íntimas, incluindo um episódio que envolveu o nascimento de sua filha, Carla Luciana Maria. Durante a gravidez de sua esposa, enfrentaram sérios problemas de saúde, e João Paulo II lembrou-se de celebrar uma missa por sua esposa. Ao saber do nascimento de sua filha, o papa expressou sua alegria, desejando batizá-la pessoalmente na capela privada.

Últimos anos e homenagens

Após se aposentar, Gugel manteve-se próximo à Igreja e à sua fé, sendo lembrado como um exemplo de dedicação e respeito na vida religiosa. Ele deixa um legado importante, não apenas por seu serviço aos papas, mas também pela humanidade e humildade que sempre demonstrou.

O funeral de Angelo Gugel será realizado no próximo sábado, 17 de fevereiro, às 16 horas, na paróquia de Santa Maria delle Grazie alle Fornaci, uma cerimônia que seguramente atrairá muitos que desejam prestar suas condolências e honrar sua memória.

A vida de Angelo Gugel é um testemunho vivo da dedicação ao serviço à Igreja Católica e um reflexo da fé que permeia os corredores do Vaticano, mostrando que, para ele, o serviço não era apenas uma função, mas um chamado profundo e pessoal.

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