O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) revela que a economia brasileira avançou 0,7% em novembro se comparado ao mês anterior. Esses dados foram publicados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (16/1). Após um outubro desafiador, que mostrou uma retração de 0,2% em relação a setembro, a recuperação do mês seguinte parece trazer sinais animadores para o cenário econômico.
Comparativo e ajustes do IBC-Br
Para calcular o IBC-Br, o Banco Central realiza um ajuste sazonal. Este procedimento é importante pois remove flutuações sazonais, permitindo uma comparação mais equitativa entre os distintos períodos analisados. No último trimestre, o indicador também apresentou uma leve elevação de 0,2%, indicando um movimento de recuperação gradual.
Entenda o IBC-Br, a “prévia do PIB”
- O IBC-Br é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
- O indicador incorpora estimativas dos setores agropecuário, industrial e de serviços, através de ajustes sazonais.
- É uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para a definição da taxa básica de juros, a Selic.
- O PIB se refere à soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país.
- Crescimentos são sinais de boas perspectivas econômicas, enquanto retrações podem indicar encolhimento da atividade econômica.
Crescimento por setores produtivos
Entre os diferentes setores econômicos, o IBC-Br registrou um crescimento de 0,8% na indústria e um avanço de 0,6% nos serviços. Entretanto, o setor agropecuário viu uma redução de 0,3%. Estes dados são encorajadores, mas também levantam questões sobre a variabilidade do desempenho no setor agrícola, que historicamente tem sido um pilar da economia brasileira.
Comparativo anual e 12 meses
Em relação a novembro do ano passado, houve um incremento de 1,2% no IBC-Br. Analisando um período mais amplo de 12 meses, o indicador do Banco Central apresenta um aumento acumulado de 2,4%. O desempenho de 2023 sugere uma recuperação resiliente, especialmente após os desafios econômicos enfrentados durante o período da pandemia.
Histórico do IBC-Br
Para uma melhor compreensão, apresentamos a variação do IBC-Br mês a mês:
- Janeiro: 0,9%
- Fevereiro: 0,4%
- Março: 0,8%
- Abril: 0,2%
- Maio: -0,7%
- Junho: -0,1%
- Julho: -0,5%
- Agosto: 0,4%
- Outubro: -0,2%
- Novembro: 0,7%
Perspectivas futuras da economia
No entanto, economistas estão alertando sobre uma possível desaceleração da economia brasileira em 2024 – uma preocupação que se torna mais pertinente com as atuais taxas de juros elevadas e a inflação persistente. Essas incertezas estão sendo cuidadosamente monitoradas pela equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As previsões do mercado financeiro, baseadas no relatório Focus do Banco Central, indicam um crescimento do PIB de 1,8% para 2026. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima um crescimento semelhante, de 1,6%.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB do terceiro trimestre (encerrado em setembro) foi de apenas 0,1%. Este número reflete uma desaceleração em comparação ao trimestre anterior, que havia registrado um crescimento de 0,4%. Com isso, os resultados finais para o PIB de 2025 somente serão divulgados após a consolidação das estatísticas dos trimestres finais do ano, em dezembro.
Assim, apesar do crescimento registrado em novembro, o cenário econômico brasileiro ainda enfrenta desafios significativos, que requerem atenção contínua por parte dos formuladores de políticas e da sociedade civil. A recuperação econômica pode ser uma realidade, mas a volatilidade ainda é uma constante no horizonte econômico do Brasil.













