Brasil, 15 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Taxa de entrada na Serra da Capivara gera polêmica entre moradores e turistas

A Serra da Capivara, um dos patrimoniais naturais e culturais mais importantes do Brasil, tem se tornado um ponto de discórdia entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a comunidade local devido à controvérsia em torno de uma recém-implementada taxa de entrada. Enquanto o ICMBio anunciou que a entrada no parque é gratuita e que apenas uma taxa municipal de R$ 20 seria cobrada, a reação de moradores, empresários e guias de turismo foi imediata e negativa, levantando preocupações sobre o potencial impacto no turismo e na economia da região.

Uma taxa contestada

No início de janeiro de 2026, a proposta de cobrança de uma taxa de entrada no parque foi apresentadas como um esforço de conservação e manutenção dos serviços oferecidos na área. Entretanto, a efetivação dessa taxa acabou provocando uma onda de insatisfação, culminando em a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado que pedia sua revogação.

Os opositores argumentam que a taxa de R$ 20 pode desencorajar visitantes, especialmente aqueles que têm um orçamento mais restrito. De acordo com guias de turismo locais, a cobrança pode afastar não só turistas nacionais, mas também internacionais, prejudicando seriamente a economia baseada no turismo.

Impacto no turismo local

Com um número crescente de visitantes nos últimos anos, a Serra da Capivara se destacou como um destino turístico promissor. A beleza natural e a rica herança cultural, ilustrada por suas pinturas rupestres e sítios arqueológicos, atraem milhões de turistas que buscam explorar a biodiversidade do local. A implementação de uma taxa para visitar a região poderia frustrar esses esforços de desenvolvimento.

O empresário local, João da Silva, que depende do turismo para sustentar seu negócio, expressou sua preocupação: “Se as pessoas sentirem que precisam pagar apenas para entrar no parque, muitas escolherão não vir. O turismo é vital para a nossa economia, e essa taxa pode causar um efeito dominó em nossa comunidade.”

Reações da comunidade

A resistência à nova taxa manifestou-se de várias formas. Além do abaixo-assinado, uma série de reuniões comunitárias foi organizada para discutir o assunto e encontrar soluções alternativas que garantissem a sustentabilidade do parque sem inviabilizar o acesso aos visitantes. Em uma dessas reuniões, Maria Oliveira, uma guia de turismo da região, enfatizou: “Precisamos encontrar um equilíbrio. O parque é nosso tesouro e queremos preservá-lo, mas também precisamos garantir que as pessoas possam visitá-lo sem custos exorbitantes.”

Perspectivas de um futuro sustentável

Com a crescente pressão das comunidades locais e empresários, espera-se que o ICMBio reavalie a estrutura das taxas e busque um diálogo mais direto com os habitantes da região. O foco deve ser em implementar métodos que garantam a conservação ambiental e ao mesmo tempo promovam a inclusão de todos, sem comprometer o crescimento econômico local.

O Parque Nacional da Serra da Capivara, inscrito na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, possui uma importância única não só como habitat de diversas espécies da fauna e flora brasileira, mas também como um local histórico que conta a história da presença humana na América do Sul. Portanto, um debate aberto que engaje todas as partes interessadas será crucial para o futuro da região.

Como o debate continua, é evidente que a situação representa um microcosmo dos desafios enfrentados por muitos destinos turísticos em todo o Brasil, onde o desenvolvimento sustentável deve encontrar um equilíbrio entre conservação e acessibilidade.

O futuro da Serra da Capivara dependerá não apenas das decisões dos órgãos responsáveis, mas também da capacidade da comunidade em se unir em defesa de seus interesses e em busca de soluções que atendam a todos.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes