Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Reag, gestora de fundos, sofre liquidação após envolvimento em esquema fraudulento

A Reag, fundada em 2012 na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central após ser investigada por fraudes envolvendo fundos administrados pela gestora e recursos do Banco Master. A situação tornou-se insustentável após revelações da Operação Compliance Zero, que apontou uso de fundos da Reag em esquema com o banco.

Acusações e envolvimento com fraudes

Segundo fontes anônimas ouvidas pelo GLOBO, a Reag teve papel crucial nas fraudes perpetradas pelo Banco Master, em operações que envolviam empréstimos fraudulentos e lavagem de dinheiro, alimentando a suspeita de que o sistema de fiscalização pode não estar devidamente preparado para evitar tais atos. Segundo informações do Banco Central, a liquidação busca preservar a integridade do mercado financeiro brasileiro.

Ascensão rápida e crescimento agressivo

Desde sua fundação, a Reag se destacou por seu crescimento acelerado, adquirindo outras gestoras e consolidando-se como uma das maiores do país, com R$ 341,5 bilhões em fundos administrados no último ano, de acordo com a Anbima. Sua entrada na bolsa, em janeiro do ano passado, ocorreu por meio de um IPO reverso, após aquisições estratégicas, incluindo a compra da plataforma Getninjas.

Controvérsia e contestação do mercado

O avanço da Reag no mercado de capitais gerou questionamentos na Faria Lima, onde gestoras tradicionais apontam que o crescimento agressivo e a aquisição de concorrentes provocaram desconfiança. Muitos gestores alegam que o sistema de fiscalização pode não estar preparado para detectar irregularidades de forma eficaz, ou que os órgãos reguladores já sabiam das atividades ilícitas e não agiram a tempo.

Reestruturação após crise e venda do controle

Após ser apontada como alvo na Operação Carbono Oculto, que investiga infiltração do crime organizado no mercado financeiro, a Reag anunciou a venda de sua participação majoritária e a saída do seu fundador, João Carlos Mansur, do cargo de presidente do Conselho. A operação resultou na venda de 87,38% das ações por cerca de R$ 75 milhões a investidores controlados pelos principais executivos da gestora, que permanecem ligados ao grupo através de outras empresas, como a Ciabrasf.

Reação da empresa e perspectiva futura

Em nota, a Reag afirmou que a decisão de vender sua participação tinha o objetivo de proteger a integridade, reputação, colaboradores e clientes, diante das “especulações infundadas” que circularam. “A medida mais prudente para assegurar que a condução dos negócios e a governança permanecam inabaláveis”, destacou o comunicado.

O Banco Central classifica a Reag como uma instituição de porte muito pequeno, enquadrada no segmento S4, com ativos inferiores a 0,1% do PIB brasileiro. Após o escândalo, a gestora formalizou sua saída da B3 e passou a focar na reestruturação e fortalecimento de controles internos, reafirmando seu compromisso com a conformidade, apesar das controvérsias.

Segundo especialistas, a crise na Reag evidencia a necessidade de maior fiscalização e melhorias nos sistemas de segurança do mercado de capitais. “Ou os órgãos já sabiam dessas irregularidades e não tomaram providências, ou o sistema de segurança precisa ser ajustado para evitar que brechas assim persistam”, avalia um gestor de investimentos de São Paulo.

Para mais detalhes, acesse a reportagem completa na Fonte original.

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