O programa Carro Sustentável, que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos de alta eficiência energética fabricados no Brasil, contribuiu para o aumento de 15,6% nas vendas de automóveis populares em 2025, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). De janeiro a dezembro de 2024, foram emplacadas 214 mil unidades desses veículos, enquanto em 2025 o número subiu para 247,2 mil unidades.
Variação nas vendas ao longo de 2025
De julho a dezembro de 2025, o crescimento das vendas foi notório, especialmente nos primeiros meses do programa:
- Entre 11 e 31 de julho: 30 mil unidades emplacadas (31,8% acima de 2024);
- Agosto: 40 mil unidades (22,1% acima);
- Setembro: 39 mil unidades (20,5% acima);
- Outubro: 45 mil unidades (12,7% acima);
- Novembro: 47 mil unidades (1,8% abaixo de 2024);
- Dezembro: 46 mil unidades (21% acima).
Entendendo o programa Carro Sustentável
O programa Carro Sustentável visa zerar o IPI para veículos compactos que atendam a critérios de eficiência energética e sustentabilidade. Para obter o benefício, o carro deve:
- Emitir menos de 83 g de CO₂ por quilômetro;
- Conter mais de 80% de materiais recicláveis;
- Ser fabricado no Brasil, incluindo etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem;
- Estar classificado na categoria de carro compacto.
Sobre a nova tabela de IPI
A alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e 3,9% para comerciais leves será ajustada por um sistema de critérios que consideram eficiência energética, tecnologia, segurança e reciclabilidade. Assim, veículos com melhor desempenho receberão descontos, enquanto os com menor avaliação terão acréscimos.
Impacto no mercado e na economia
Segundo o governo, a alteração na alíquota deve reduzir a incidência de IPI em 60% dos veículos vendidos no Brasil em 2024, levando em consideração o volume de vendas do ano passado. A lista de modelos habilitados inclui Renault Kwid, Fiat Mobi, Fiat Argo, Hyundai HB20, VW Polo, VW Saveiro, VW T-Cross, VW Nivus, Chevrolet Onix e Onix Plus.
De acordo com o presidente da Anfavea, Eduardo Oliveira, essa iniciativa tem potencial para ampliar o acesso de consumidores a veículos mais sustentáveis, além de estimular a fabricação nacional e a inovação tecnológica no setor automotivo.
O decreto do governo não terá impacto fiscal e visa incentivar a produção e o consumo de veículos mais eficientes, contribuindo também para metas ambientais do país. A expectativa é que, nos próximos anos, a adesão ao programa ajude a reduzir as emissões de gases poluentes no transporte individual.
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