Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Prefeito de Caldas Novas declara calamidade pública em hospital

No último domingo, o prefeito de Caldas Novas, Kleber Marra, emitiu um decreto de calamidade pública devido à alarmante superlotação do Hospital Nossa Senhora Aparecida. A medida surge em resposta à crescente quantidade de casos suspeitos de dengue na região, que já registra 87 notificações apenas neste ano. A decisão visa melhorar as condições de atendimento aos pacientes e garantir recursos para combate à epidemia.

Contexto da crise de saúde pública

A crise de saúde pública gerada pela dengue em Caldas Novas não é um fenômeno isolado, já que diversas regiões do Brasil enfrentam surtos da doença a cada novo ciclo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a dengue é endêmica em grande parte do território brasileiro e costuma apresentar um aumento significativo nos números de casos entre os meses de calor. A cidade de Caldas Novas, conhecida por suas águas termais, agora se vê no centro de uma grave situação, onde as estruturas de saúde estão sobrecarregadas.

Impacto no hospital local

O Hospital Nossa Senhora Aparecida, que já enfrentava desafios anteriormente, agora se encontra em uma situação crítica. Com um número elevado de internações e um fluxo contínuo de pacientes, a unidade não tem conseguido atender a demanda, colocando em risco a saúde daqueles que buscam cuidados médicos. O decreto de calamidade pública permitirá que o município busque recursos emergenciais e extra para expandir serviços ou, se necessário, aumentar o número de leitos temporários para atender os doentes.

A resposta da administração pública

A administração de Kleber Marra está atuando rapidamente para lidar com a situação. O prefeito declarou que ações de conscientização sobre os riscos da dengue e formas de prevenção estão sendo intensificadas. Com isso, a população será incentivada a eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, como recipientes com água parada. As equipes de saúde também estão sendo reforçadas para aumentar a capacidade de atendimento e o monitoramento de casos suspeitos.

A população em alerta

Para muitos moradores de Caldas Novas, a novidade da calamidade pública gera um misto de alívio e preocupação. Enquanto alguns reconhecem a necessidade das medidas emergenciais, outros temem as consequências desse surto de dengue. “Eu tenho crianças pequenas e é muito preocupante. Espero que essas medidas ajudem e que não cheguemos a um ponto de colapso na saúde”, comenta Maria das Graças, residente no município. É uma preocupação válida, já que a dengue, em suas formas mais severas, pode levar a complicações graves e até mesmo à morte.

O apoio da população

A cooperação da população é fundamental neste momento. É imprescindível que cada cidadão faça sua parte na prevenção, não apenas limpando os quintais, mas também se vacinando e buscando atendimento imediato ao apresentar sintomas relacionados à dengue, como febre alta, dores no corpo e manchas na pele. Campanhas educativas estão previstas, visando esclarecer as formas de contágio e monitorar possíveis surtos em comunidades mais vulneráveis.

Conclusão

O decreto de calamidade pública em Caldas Novas é uma resposta necessária a uma emergência em saúde que impacta diretamente a qualidade de vida da população. A superlotação do Hospital Nossa Senhora Aparecida é um reflexo das condições que precisam ser abordadas com urgência. Neste período crítico, a união entre o poder público e a comunidade é essencial para conter a disseminação da dengue e garantir que os serviços de saúde funcionem de maneira eficaz. Somente com ações conjuntas será possível superar mais essa crise e proteger a saúde de todos os cidadãos.

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