A Polícia Federal realizou uma operação nesta quarta-feira (14) que resultou na apreensão de carros de luxo, relógios, dinheiro vivo e armas, totalizando um bloqueio de R$ 5,7 bilhões. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. As investigações apuram a existência de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Detalhes da operação contra esquema fraudulento
A ação é uma continuidade da primeira fase, realizada em novembro de 2022, que levou à prisão de Vorcaro, acusado de liderar um vasto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. A operação atual explora os laços do ex-banqueiro com familiares e empresários, incluindo seu pai Henrique Vorcaro, a empresária e pastora Natália Vorcaro Zettel, e o advogado e pastor Fabiano Zettel.
Impasse na cooperação e intervenções judiciais
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli afirmou que a prisão temporária de Vorcaro era “imprescindível para as investigações”. O relator ressaltou também que a demora no cumprimento de decisões gerou divergências dentro da operação, que só foi retomada após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além de Vorcaro, outros alvos incluem o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, fundador da Reag, empresa vinculada às suspeitas de fraude.
Suspeitas envolvendo o Banco Master e movimentações ilícitas
Os investigadores apontam que o esquema inclui a emissão de CDBs com rentabilidade de mais de 10 milhões por cento, além de transações com créditos falsos e operações relâmpago. Segundo apurações, o banco teria injetado aproximadamente R$ 2,5 bilhões no esquema, com um rombo estimado em R$ 41 bilhões, o que representa cerca de um terço dos recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Implicações e detalhes do esquema fraudulento
O modelo criminoso envolve empréstimos concedidos a empresas, que posteriormente aplicam recursos em fundos geridos pela Reag, cujo valor de avaliação das carteiras foi artificialmente inflado por reavaliações contábeis. Uma das operações revelou uma valorização de 10.502.205%, reforçando os indícios de fraude. Além disso, registros indicam que fundos retornavam recursos ao banco por meio de ciclos de recompra de títulos, promovendo uma falsa aparência de rentabilidade.
Repercussões e próximos passos da investigação
O Banco Central vinha monitorando a crise do Banco Master desde 2024, após detectar graves problemas de liquidez. Ainda nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o caso pode ser a maior fraude financeira da história do país. Uma das ações mais recentes foi a apreensão de R$ 645 mil em dinheiro, além de armas e celulares, com o objetivo de aprofundar o entendimento do esquema.
As autoridades destacaram a importância da cooperação entre a Polícia Federal, o STF e o Banco Central para desmantelar o esquema, que pode envolver diversas empresas, fundos e parceiros comerciais. As investigações continuam em andamento, com a expectativa de identificar novos réus e etapas do ciclo fraudulento.
Para mais detalhes, confira a matéria completa no site do Globo.


