Na última quarta-feira (14), um homem chamado André Luiz Borges foi picado por uma cascavel em São José do Turvo, um distrito de Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro. Este incidente marca um retorno significativo: André foi a primeira pessoa a utilizar o soro antiofídico, que voltou a ser disponível na cidade após uma ausência de dez anos. O caso reacende a importância desse medicamento no combate a acidentes com animais peçonhentos.
A importância do soro antiofídico
O soro antiofídico, conhecido também como antiveneno, é um medicamento crucial para o tratamento de picadas de cobras, aranhas e escorpiões. O retorno da sua disponibilidade é uma conquista importante para a saúde pública local. A prefeitura de Barra do Piraí informou que o soro estará disponível na rede municipal de saúde, não apenas para os residentes da cidade, mas também para os moradores de municípios vizinhos. Este serviço é essencial, uma vez que a região tem um histórico de acidentes envolvendo animais peçonhentos.
Detalhes do acidente
André Luiz Borges estava em casa, após um dia de trabalho, quando decidiu fazer uma limpeza em uma área de mata próxima. Infelizmente, ele foi picado pela serpente, retornando em busca de auxílio. Sua esposa, Mirian Ribeiro Borges, relatou o desespero ao receber a notícia: “Me chamou e disse que não era pra ficar nervosa. Ele disse que tinha sido picado por uma cascavel. Eu fiquei desesperada”, contou.
Após o incidente, André foi rapidamente levado para a Santa Casa, onde recebeu o tratamento necessário. O médico responsável pelo atendimento, Dr. Victor Rocha, destacou que informações fornecidas por André sobre a cobra, como a coloração e a presença do guizo, ajudaram na identificação do animal. “Isso nos permite ter um direcionamento adequado para o tratamento”, explicou o médico.
Observações sobre a saúde pública
Após receber atendimento e passar a noite em observação, André foi liberado do hospital. A esposa destacou a frequência com que avistam animais peçonhentos na área rural, evidenciando um problema que preocupa muitos moradores: “Aparece muito bicho peçonhento, não só cobra”, comentou Mirian.
A volta do soro antiofídico em Barra do Piraí representa um avanço nas ações de saúde pública, especialmente em uma região onde acidentes desse tipo são comuns. “Com a retomada do fornecimento do soro, esperamos reduzir os riscos e salvar vidas”, afirmou um representante da prefeitura.
Orientações em caso de picadas
Para garantir a segurança da população, a prefeitura orienta que, em caso de acidentes com animais peçonhentos, é vital procurar imediatamente os locais de atendimento que disponibilizem o antiveneno. As crianças e gestantes devem dirigir-se ao Hospital e Maternidade Maria de Nazaré, enquanto adultos e adolescentes a partir de 16 anos devem se encaminhar para a Santa Casa. É importante também entrar em contato com o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 e nunca tentar capturar o animal por conta própria.
O incidente com André Luiz Borges não só trouxe à tona a necessidade do soro antiofídico, mas também lembrou à comunidade sobre a importância dos cuidados ao viver em áreas rurais, onde a convivência com a fauna selvagem é mais próxima.
Considerações finais
A história de Andre Luiz exemplifica como as ações rápidas e a disponibilidade de tratamento podem fazer a diferença em situações de emergência. Com a reativação do fornecimento de soro antiofídico, Barra do Piraí se reafirma como um importante suporte em saúde para sua população e arredores. Sanar esse tipo de emergência é um passo fundamental para a segurança e bem-estar da comunidade.


