Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Hakimi vive auge no futebol sob investigação por estupro

A popularidade de Achraf Hakimi, um dos principais jogadores de futebol da atualidade, tem se expandido nas medinas de Rabat e Marrakech, onde sua imagem estampa camisetas de clubes europeus. No entanto, essa ascensão esportiva ocorre paralelamente a uma investigação judicial na França que pode manchar sua reputação. O lateral-direito da seleção marroquina, que já foi eleito Melhor Jogador Africano do Ano e é uma figura central na Copa Africana de Nações, enfrenta um processo que pode resultar em até 15 anos de prisão.

A investigação na França

Em fevereiro de 2023, a denúncia de uma mulher de 24 anos resultou na abertura de uma apuração preliminar por parte dos promotores franceses. Com alegações que envolvem violência sexual na residência do atleta, a Justiça começou a investigar o caso. Um mês depois, Hakimi foi indiciado e colocado sob supervisão judicial. Ele nega as acusações e defende que é vítima de chantagem.

A promotoria de Nanterre decidiu levar o caso a tribunal em agosto passado. A expectativa agora gira em torno da decisão do juiz de instrução sobre se o jogador será ou não julgado, com um veredito que pode levar até 2026 para ser alcançado.

Reconhecimento e sucesso dentro de campo

Apesar das adversidades legais que enfrenta, Hakimi continua a se destacar dentro das quatro linhas. Em novembro, ele foi premiado como o Melhor Jogador Africano do Ano, superando concorrentes de peso como Mohamed Salah. O reconhecimento não parou por aí; Hakimi também foi incluído na seleção do ano do prêmio FIFA The Best e terminou em uma respeitável sexta posição na última edição da Bola de Ouro.

Seu retorno ao campo após se recuperar de uma lesão foi saudado com entusiasmo pelos torcedores. Rosto oficial da atual Copa Africana de Nações, sediada no Marrocos, ele tem a responsabilidade de liderar sua equipe na semifinal contra a Nigéria, com o objetivo de conquistar um título que o país não conquista desde 1976.

A família e as consequências pessoais

A polêmica também afetou sua vida pessoal. A ex-esposa de Hakimi, a atriz Hiba Abouk, anunciou o fim do relacionamento logo após a denúncia, afirmando que a decisão foi tomada antes das alegações serem feitas. A separação trouxe atenção à circunstância emocional do atleta, que tem enfrentado sentimentos de sofrimento em decorrência da situação, conforme ele mesmo declarou em entrevistas.

Desde o início da investigação, Hakimi continua a atuar normalmente, sendo titular em várias competições, incluindo a última edição da Copa Africana de Nações e os Jogos Olímpicos de Paris, onde conquistou a medalha de bronze. Em suas aparições públicas e entrevistas, ele insiste em sua inocência e reafirma sua disposição para colaborar com a Justiça.

Apoio do PSG e a luta pela reputação

O Paris Saint-Germain, clube onde Hakimi atua desde 2021, declarou apoio ao jogador, expressando confiança no sistema judiciário. A situação ainda gera expectativa, com a torcida e a comunidade esportiva observando o desenrolar desse caso delicado.

O episódio que resultou na investigação destaca não apenas as dificuldades enfrentadas por Hakimi, mas também as complexidades que surgem quando a fama e o sucesso encontram a controvérsia. Com um futuro incerto pela frente, o jogador deve agora equilibrar sua carreira de alto nível com a pressão de lidar com alegações que podem impactar irreversivelmente sua imagem e legado no futebol.

Em meio a essa turbulência, Hakimi mantém-se firme: “Sei quem sou e sei que não fiz nada. Sempre estive à disposição da Justiça”, declarou, reafirmando sua posição de inocência diante das acusações.

Com a Copa Africana de Nações em andamento e os holofotes voltados para sua performance, Hakimi se encontra em uma encruzilhada, onde a coragem e a resiliência podem ser suas maiores aliadas nas semanas e meses que virão.

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