Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Garrinsha brilha no Bangu e sonha com dias melhores no Haiti

Em uma noite memorável no Estádio de Moça Bonita, o atacante haitiano Garrinsha Estinphile foi o protagonista da vitória do Bangu sobre o Flamengo por 2 a 1, em sua estreia na temporada. Com apenas 24 anos, o jogador, que recebeu o nome em homenagem à lenda do Botafogo e da seleção brasileira, Garrincha, fez com que a torcida vibrasse ao marcar um gol e fornecer uma assistência, demonstrando que é uma das principais contratações do clube para 2026.

Destaque na partida contra o Flamengo

Após o jogo, Garrinsha se mostrou feliz com seu desempenho, mas evitou comparações com o ídolo da década de 1950 e 1960. “Eu não gosto muito de comparar, porque a gente sabe como foi a história dele. O cara foi um gênio. Mas posso dizer que eu tive sorte, a sorte dele. Foi uma noite gratificante, pelo gol e a assistência”, declarou o atacante na zona mista, demonstrando humildade e gratidão pela oportunidade que teve.

Ele ressaltou ainda a importância da vitória: “O mais importante é ter conseguido a vitória. Foi muito gratificante para mim”. Esta performance em seu primeiro jogo pode ser um grande passo em sua carreira, já que ele busca se destacar no Campeonato Carioca.

Saudades da família e esperança por mudanças no Haiti

Apesar do êxito nos campos, Garrinsha tem um lado emocional marcante. A família do jogador vive nos Estados Unidos desde 2021, em meio a uma profunda crise política e de segurança no Haiti, que se intensificou após o assassinato do presidente Jovenel Moïse. Em suas declarações, o atacante expressou a saudade que sente de seus entes queridos e a necessidade de manter contato: “Ele [seu pai] estava acompanhando o jogo. Eu nem consegui ligar. Na hora que fui ligar para ele, me chamaram para fazer a coletiva. Mas já vi a ligação dele aqui. Sei que eles estão muito felizes, torcendo muito por mim. A saudade é muito grande, mas não tem outro jeito, temos que se sacrificar mesmo”, disse Garrinsha, refletindo sobre os desafios que enfrenta.

Além disso, o atacante tem um desejo ardente de que a situação no Haiti melhore, de modo que outros jovens possam também realizar seus sonhos no futebol. “Eu sei de onde eu vim, é um país com muita dificuldade, mas com muito talento. Infelizmente, desde que o presidente morreu, as coisas ficaram muito complicadas. Então, eu quero que os jovens de lá continuem seguindo os seus sonhos, e trabalhando muito, porque não tem como realizar nada sem trabalho”, comentou Garrinsha.

Foco e sacrifício no futebol

— Futebol é um esporte muito difícil, porque pede muito sacrifício. Eu posso dizer que sou um exemplo disso, estou há seis anos aqui no Brasil sem ver minha família. Temos que continuar trabalhando e focando, porque, se temos um objetivo, precisamos passar por esse processo para conseguir nosso propósito — finalizou.

Após este destaque e animação, Garrinsha afirma que está empolgado com a possibilidade de jogar na primeira divisão do Campeonato Carioca pela primeira vez em sua carreira. “Começar bem é muito importante para a minha carreira. Eu nunca tive a oportunidade de jogar a Série A, e começar desse jeito é muito bom. É só agradecer a Deus e continuar trabalhando. Em primeiro lugar, consegui o objetivo do Bangu, que é classificar e estar em um campeonato nacional no ano que vem”, disse Garrinsha, transparecendo suas ambições e dedicação ao esporte.

A trajetória de Garrinsha no Brasil é um testemunho de perseverança e esperança, tanto no futebol quanto para a sua família e para os jovens do Haiti. O futuro parece promissor para o atacante, que continua a brilhar em campo e a sonhar com dias melhores em sua terra natal. Com garra e talento, ele busca não apenas o sucesso esportivo, mas também um impacto positivo na vida de outros jovens.

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