Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Erro de IA leva a treino inadequado para novos agentes da ICE

No momento em que o Departamento de Imigração e Aplicação da Lei (ICE) se esforçava para adicionar 10.000 novos agentes à sua força, um erro de inteligência artificial (IA) na forma como as inscrições eram processadas fez com que muitos novos recrutas fossem enviados para os escritórios de campo sem o devido treinamento, de acordo com duas fontes policiais que falaram sob condição de anonimato. Este evento levanta sérias preocupações sobre a segurança e a eficácia das operações da agência, especialmente em tempos de crescente fiscalização pública sobre suas táticas de imigração.

O impacto do erro da IA no recrutamento da ICE

A ferramenta de IA utilizada pela ICE tinha como objetivo identificar candidatos potenciais que possuíam experiência em aplicação da lei para serem colocados no programa “LEO” (Law Enforcement Officer), que é destinado a novos recrutas já experientes na área. Este programa oferece apenas quatro semanas de treinamento online. Por outro lado, aqueles sem tal experiência são obrigados a participar de um curso presencial de oito semanas na Academia do ICE, que abrange leis de imigração, manuseio de armas e testes de aptidão física.

De acordo com os oficiais, a IA foi responsável por escanear currículos e, infelizmente, muitos dos candidatos identificados como oficiais de aplicação da lei não possuíam essa qualificação. Um dos especialistas afirmou que o sistema enviou pessoas com a palavra “oficial” em seus currículos para o treinamento mais curto, incluindo, por exemplo, “oficial de conformidade” ou indivíduos que expressaram a intenção de se tornar agentes do ICE.

Consequências do erro para a gestão da força de trabalho

A maioria dos novos candidatos foi marcada como oficiais de aplicação da lei, segundo as fontes, embora muitos não tivessem experiência anterior em nenhuma força policial local ou federal. No entanto, os oficiais destacaram que os escritórios de campo da ICE oferecem treinamento adicional além do que é ministrado na academia ou no curso online, antes de os agentes serem enviados para a rua. Esta situação levantou a questão sobre quantos dos agentes mal treinados já foram enviados para operações efetivas.

A correção desse erro foi identificada no meio do outono — mais de um mês após o início da onda de recrutamento. A ICE começou imediatamente a tomar medidas para remediar a situação, realizando revisões manuais dos currículos dos novos contratados. “Eles agora têm que trazê-los de volta para o FLETC”, disse um dos oficiais, referindo-se ao Centro Federal de Treinamento em Aplicação da Lei.

Apressa da ICE e suas implicações

O erro da IA ressalta o desafio de treinar uma quantidade tão grande de novos recrutas, à medida que a ICE continua a aumentar suas operações para incrementar os números de deportação, sob pressão da Casa Branca. Além disso, a ICE já havia colocado alguns novos recrutas em programas de treinamento antes de completarem o processo de verificação da agência.

Na cidade de Minneapolis, mais de 2.000 agentes da ICE foram enviados à área para aumentar o número de prisões, com mais de 2.400 pessoas apreendidas desde 29 de novembro, conforme relatado pela porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin. Este volume crescente de agentes e operações está gerando inquietação entre grupos comunitários e autoridades locais, especialmente após incidentes de uso excessivo da força.

Aceitação da questão ética e desafios das operações de imigração

O incidente do erro de IA coloca em foco as dificuldades da ICE em lidar com a capacitação de agentes em um cenário cada vez mais fiscalizado por políticos e comunidades. A morte de Renee Nicole Good, por um oficial do ICE com mais de 10 anos de experiência, intensificou a discussão sobre a responsabilidade da agência e os métodos de recrutamento e treinamento que estão em vigor.

O mandato da ICE é contratar 10.000 novos oficiais até o final de 2025, oferecendo bônus de assinatura de R$ 50.000 com os recursos disponibilizados pelo Congresso. Um dos oficiais ressaltou que, embora a agência tenha atingido a meta no papel, a necessidade de remediar os treinamentos incorretos poderá impactar a efetividade real do número de agentes preparados nas ruas até 2025.

Com as práticas e táticas da ICE cada vez mais sob o olhar crítico da sociedade, será fundamental que a agência reavalie seu processo de recrutamento e treinamento para garantir tanto a segurança da população quanto a eficácia das operações de aplicação da lei.

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