Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Entenda o conceito do “Big MAC trade” e suas implicações para 2026

Com eleições presidenciais e legislativas marcadas para outubro, o mercado financeiro internacional e brasileiro já começam a refletir as incertezas políticas e suas possíveis consequências. O estrategista-chefe da Ned Davis Research, Ed Clissold, cunhou o termo “Big MAC trade”, uma referência ao período eleitoral de 2026, inspirado na expressão em inglês “Big Midterms Are Coming” (Grandes eleições de meio de mandato estão chegando), que sintetiza os principais movimentos de mercado previstos para o período.

Origem e significado do “Big MAC trade”

Clissold explica que o termo surgiu ao observar as implicações políticas dos anos eleitorais nos Estados Unidos, onde as ações governamentais tendem a ficar mais incertas. “O foco do presidente Trump na acessibilidade financeira antes das eleições legislativas levou a uma série de ações relacionadas ao petróleo, taxas de hipoteca, cartões de crédito e à taxa de fundos do Fed”, afirmou o estrategista. Segundo ele, esse clima de incerteza influencia diretamente os mercados, criando um cenário de riscos setoriais e de política monetária, além do movimento de expectativa em relação à possível mudança de poder.

Contexto político e impacto na Bolsa brasileira

No Brasil, uma pesquisa recente apontou uma leve perda na competitividade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela reeleição, o que impulsionou o Ibovespa a bater recorde com maior adesão à tese de uma possível alternância de poder. “As incertezas no cenário político dos dois países reforçam a ideia de que as eleições podem gerar volatilidade e riscos adicionais para os investidores”, comentou Clissold.

Política e economia nos EUA em 2026

Nos Estados Unidos, o foco está nas implicações de políticas públicas no período que antecede a votação do Congresso, além das estratégias do presidente Donald Trump. Notícias recentes destacam ações que visam influenciar o preço do petróleo, taxas de hipoteca e a reação do mercado às declarações do ex-presidente. “Ainda faltam cerca de 42 semanas para as eleições legislativas americanas, o que deixa espaço para o governo introduzir novos riscos específicos por setor”, alertou Michael O’Rourke, estrategista da Jonestrading.

Riscos setoriais e volatilidade

Segundo O’Rourke, o mercado ainda está em fase de avaliação, e a ausência de reações marcantes até o momento pode encorajar o governo a atuar de forma mais agressiva. “A maior preocupação é que, em algum momento, esses riscos políticos se traduzam em perdas expressivas, especialmente em setores mais sensíveis às decisões governamentais”, destacou.

Percepções de risco e estratégias de investimento

Especialistas como Tom Essaye, fundador do Sevens Report, alertam para o caos potencial provocados por políticas governamentais instáveis, reforçando que “ações específicas de setores podem representar riscos às vésperas das eleições”. Ele chama atenção para o fato de que o mercado muitas vezes se mostra neutro frente a esses riscos, o que pode ser um sinal de alerta.

Além disso, o estrategista Michael O’Rourke destaca que o volume de comentários do ex-presidente Trump, frequentemente envolvidos em ameaças tarifárias e declarações de impacto econômico, aumenta a volatilidade. “Ainda há bastante tempo até a eleição, o que permite ao governo introduzir riscos adicionais, deixando o mercado em uma posição de alta vulnerabilidade”, afirmou.

Implicações futuras para investidores

O conceito do “Big MAC trade” é uma adaptação de um termo anterior, “TACO”, usado por um jornalista do Financial Times para descrever a prática de Trump de ameaçar tarifas punitivas apenas para posteriormente recuar, enfraquecendo a previsibilidade do mercado. Com os anos de eleições nos EUA e no Brasil, a tendência de retornos abaixo da média para ações em períodos eleitorais reforça a importância de os investidores monitorarem de perto esse cenário de incertezas.

Para Clissold, compreender esse movimento é fundamental para antecipar riscos e ajustar estratégias de investimento, considerando os períodos de maior volatilidade, principalmente diante das estratégias de política econômica adotadas por Trump e o clima político no Brasil.

Mais informações sobre os riscos políticos em 2026 podem ser acessadas na reportagem completa do O Globo.

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