Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Brasileiro denuncia xenofobia e abuso de autoridade em Coimbra

O brasileiro Felipe Pacifico, de 35 anos, relatou ter sido vítima de xenofobia e abuso de autoridade após uma detenção por agentes da Guarda Nacional Republicana (GNR) em Coimbra, Portugal. A ocorrência aconteceu no último domingo e durou mais de uma hora, durante a qual Pacifico afirmou ter ficado algemado e sofrido ofensas racistas por parte dos policiais.

Detalhes da detenção e alegações de xenofobia

De acordo com Pacifico, durante a abordagem, um dos guardas disse que ele “merecia um tapa para voltar para a favela no Brasil”. Segundo ele, outro policial imitou o gesto de língua para fora, se balançou na cadeira e deu risadas. O brasileiro explicou que só percebeu o significado posteriormente, quando conversou com outros brasileiros, que o associaram a uma expressão racista que remete a um macaco.

Pacifico, que se mudou para Portugal com a família em 2021, é colaborador do jornal “As Beiras” e também mantém um perfil de notícias locais em Coimbra, abordando temas de segurança pública. Ele afirmou que um guarda deixou clara a sua aversão a seu trabalho como motorista de aplicativo e ao seu perfil, chegando a dizer que ele seria condenado para que os policiais não precisassem ver seus conteúdos.

Acusações contra a GNR e detalhes do procedimento policial

Segundo Pacifico, a GNR justificou a detenção por “ameaça, coação e gravação de imagem não autorizada”. No entanto, ele rebate essa versão, afirmando que a resistência apontada na denúncia ocorreu simplesmente por ele não ter mostrado o telefone aos policiais, embora tenha declarado que havia registrado imagens da viatura durante a operação, mas não dos agentes.

O brasileiro também esclareceu que, dentro do carro, os agentes disseram que ele poderia mostrar o telefone, mas posteriormente afirmaram que a gravação era ilegal, uma vez que a legislação permite a gravação de policiais em serviço. Ainda assim, seu telefone ficou retido até o dia 20 de janeiro, dificultando seu trabalho como motorista de aplicativo, além da apreensão de documentos profissionais, que ele afirmou que não têm valor na Portugal.

Impacto na vida de Pacifico e contexto social

Pacifico revelou que precisou usar o telefone de sua esposa para trabalhar, garantindo o sustento de sua família e o cuidado com seu filho de dois anos. Ele também apontou que sua credencial como “Cidadão em Alerta” e sua carteira de jornalista profissional foram apreendidas, processos que estão atualmente sob análise na Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ).

O caso tem gerado repercussão em Portugal, destacando as tensões raciais e denúncias de discriminação por parte de forças policiais. A GNR explicou ao jornal que as acusações de Pacifico estão sendo investigadas, mas ainda não se posicionou oficialmente sobre os detalhes alegados pelo brasileiro.

Perspectivas e próximas ações

O espaço do Portugal Giro segue aberto para esclarecimentos da GNR, que ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Pacifico pretende buscar Justiça e reforçar a denúncia de xenofobia e abuso de autoridade à medida que o procedimento legal avança.

Este episódio destaca a importância de o país continuar enfrentando as questões raciais e de direitos humanos no contexto policial, promovendo uma maior conscientização e fiscalização das práticas policiais.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa no Portugal Giro.

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