O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (15) a liquidação da antiga Reag Investimentos, atualmente CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, devido a suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master. A instituição financeira, com sede em São Paulo, esteve envolvida em investigações que apontam possíveis irregularidades que ultrapassam R$ 11 bilhões.
Liquidação e medidas cautelares
De acordo com o Banco Central, a liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional (SFN). “A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por Graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”, afirmou o BC em nota oficial. “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”, completou.
Restrições patrimoniais e controle dos bens
O BC também informou que os bens dos controladores e ex-administradores da Reag Investimentos serão tornados indisponíveis, ou seja, não poderão ser alienados, uma medida prevista na legislação para evitar a dilapidação do patrimônio enquanto as investigações continuam. Segundo o órgão, a medida visa preservar recursos e assegurar que responsabilidades sejam apuradas com transparência.
Sobre a Reag Investimentos e o esquema suspeito
A instituição atuava principalmente como administradora de cerca de 90 fundos de investimentos, concentrando recursos de diversos investidores. Com a liquidação, esses fundos continuarão a existir, embora precisem buscar uma nova gestora para administrar os recursos arrecadados.
Investigações revelaram que a Reag estaria envolvida em fundos fraudulentos ligados ao Banco Master. O esquema funcionaria através de uma ciranda financeira, envolvendo depósitos e retiradas de recursos por diversos fundos, com o objetivo de ocultar o beneficiário final do dinheiro. As fraudes podem ter superado os R$ 11 bilhões, envolvendo o desvio de recursos do Sistema Financeiro Nacional para o patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seus familiares.
Implicações e desdobramentos
O caso foi inicialmente conduzido sob supervisão da Justiça Federal, mas depois foi transferido para o Supremo Tribunal Federal (STF) devido à suspeita de envolvimento de pessoas com foro privilegiado. O relator do caso, ministro Dias Toffoli, autorizou diligências na quarta-feira (15) que tiveram como alvo ex-executivos da Reag Investimentos e do Banco Master.
O ministro também foi alvo de questionamentos após viajar de avião particular com um advogado envolvido no caso, em dezembro último, pouco antes de decretar sigilo absoluto sobre o processo. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) acompanha as investigações, ameaçando realizar uma inspeção nos procedimentos do BC na liquidação do Banco Master.
A iniciativa do BC reforça o compromisso de zelar pela estabilidade do sistema financeiro e reforça o combate às fraudes financeiras que ameaçam investidores e a saúde econômica do país.
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