A liquidação extrajudicial da gestora de recursos da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, agora denominada Reag Investimentos, foi oficialmente publicada nesta quinta-feira pelo Banco Central. O documento indica que o termo legal da liquidação será em 17 de novembro de 2025, um dia antes da liquidação do Banco Master, âmbito de investigações por fraudes e indícios de participação em esquemas ligados ao crime organizado.
Entendendo o termo legal na liquidação extrajudicial
De acordo com a Lei 6.024, o ato do Banco Central que decreta a liquidação extrajudicial deve estabelecer o termo legal, que representa um prazo máximo de 60 dias a partir do primeiro protesto por falta de pagamento ou, na ausência deste, do ato de intervenção ou liquidação. Este prazo permite que o liquidante questione determinadas transações durante esse período, explica o economista Enrico Cozzolino, da CCZ Capital.
Data do termo legal não retroage a liquidação
Apesar de a liquidação acontecer nesta quinta-feira, a data definida para o termo legal, 17 de novembro de 2025, marca o momento em que se caracteriza o estado que levou à liquidação, sem retroagir na ação de hoje. Segundo Cozzolino, essa delimitação é fundamental para compreender o procedimento do Banco Central na condução do processo.
Investigações e antecedentes da liquidação
A Reag Investimentos está sendo investigada por envolvimento em fraudes, como a concessão de empréstimos não pagos que geravam receita apenas no papel, conforme apuração da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR). João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da gestora, foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Questões policiais e estratégias do Banco Central
Especialistas destacam que a decisão de não liquidar a gestora anteriormente se deve, sobretudo, aos aspectos legais e policiais envolvidos. “O Banco Central foca na atuação fiduciária e na preservação da solvência da instituição, enquanto a investigação policial trata das questões criminais”, comenta um analista de mercado.
Contexto e próximos passos
A liquidação hoje ocorre em meio a investigações que apuram lavagem de dinheiro e conexão com organizações criminosas, incluindo a máfia do combustível e o PCC. O episódio reforça a importância do controle e da fiscalização do sistema financeiro brasileiro, sobretudo diante de suspeitas de fraudes e lavagem de capitais.
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