Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Banco Central define termo legal na liquidação da Reag, antiga CBSF

A liquidação extrajudicial da gestora de recursos da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, agora denominada Reag Investimentos, foi oficialmente publicada nesta quinta-feira pelo Banco Central. O documento indica que o termo legal da liquidação será em 17 de novembro de 2025, um dia antes da liquidação do Banco Master, âmbito de investigações por fraudes e indícios de participação em esquemas ligados ao crime organizado.

Entendendo o termo legal na liquidação extrajudicial

De acordo com a Lei 6.024, o ato do Banco Central que decreta a liquidação extrajudicial deve estabelecer o termo legal, que representa um prazo máximo de 60 dias a partir do primeiro protesto por falta de pagamento ou, na ausência deste, do ato de intervenção ou liquidação. Este prazo permite que o liquidante questione determinadas transações durante esse período, explica o economista Enrico Cozzolino, da CCZ Capital.

Data do termo legal não retroage a liquidação

Apesar de a liquidação acontecer nesta quinta-feira, a data definida para o termo legal, 17 de novembro de 2025, marca o momento em que se caracteriza o estado que levou à liquidação, sem retroagir na ação de hoje. Segundo Cozzolino, essa delimitação é fundamental para compreender o procedimento do Banco Central na condução do processo.

Investigações e antecedentes da liquidação

A Reag Investimentos está sendo investigada por envolvimento em fraudes, como a concessão de empréstimos não pagos que geravam receita apenas no papel, conforme apuração da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR). João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da gestora, foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Questões policiais e estratégias do Banco Central

Especialistas destacam que a decisão de não liquidar a gestora anteriormente se deve, sobretudo, aos aspectos legais e policiais envolvidos. “O Banco Central foca na atuação fiduciária e na preservação da solvência da instituição, enquanto a investigação policial trata das questões criminais”, comenta um analista de mercado.

Contexto e próximos passos

A liquidação hoje ocorre em meio a investigações que apuram lavagem de dinheiro e conexão com organizações criminosas, incluindo a máfia do combustível e o PCC. O episódio reforça a importância do controle e da fiscalização do sistema financeiro brasileiro, sobretudo diante de suspeitas de fraudes e lavagem de capitais.

Para mais detalhes, leia o artigo completo na Fonte oficial do Globo.

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