Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Apelo por libertação de presos políticos na Venezuela

No coração da Venezuela, o arcebispo de Barquisimeto, dom Polito Rodríguez Méndez, exprimiu sua alegria pela recente libertação de alguns prisioneiros políticos, ao mesmo tempo em que destacou a necessidade urgente de libertar muitos outros que ainda permanecem detidos. A declaração ocorreu no dia 14 de janeiro, durante a festa da Divina Pastora, uma importante celebração religiosa em Barquisimeto e na Venezuela.

Libertação de prisioneiros como gesto de justiça

Em sua fala, o arcebispo enfatizou que os pedidos dos familiares dos prisioneiros não podem continuar sendo ignorados. “Alegamo-nos que alguns já tenham sido libertados, mas muitos outros ainda aguardam libertação, e seus pedidos e os de suas famílias não podem continuar sendo ignorados. Portanto, será um gesto de reconciliação e justiça libertá-los o mais breve possível”, disse Rodríguez Méndez.

Essa declaração reflete uma preocupação crescente na sociedade venezuelana sobre os direitos humanos e o tratamento de prisioneiros políticos no país. O arcebispo também destacou a dor dos que emigraram em busca de melhores condições de vida, entregando suas preces à proteção da Virgem Divina Pastora.

Contexto político e a libertação de presos

A recente onda de libertações de prisioneiros políticos, incluindo pelo menos 14 jornalistas, marca um momento significativo no atual clima político da Venezuela. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou na quinta-feira a libertação de um “grupo numeroso” de detidos, incluindo estrangeiros. Esta ação é interpretada por muitos como um esforço do governo para melhorar as relações com outros países, especialmente os Estados Unidos.

Libertação de jornalistas

Entre os prisioneiros libertados, destacam-se 14 jornalistas que foram detidos por suas atividades profissionais e por coberturas que não refletiam a narrativa oficial. De acordo com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa, essa ação abre um nicho de esperança para uma maior liberdade de expressão no país, além de sinalizar mudanças no cenário político.

Estes jornalistas são: Ramón Centeno, Víctor Ugas, Leandro Palmar, Belises Cubillán, Carlos Marcano, Rafael García Márvez, Gabriel González, Ronald Carreño, Julio Balza, Nakary Ramos, Gianni González, Luis López, Carlos Julio Rojas e Nicmer Evans. A libertação deles é vista como um passo positivo, mas muitos ativistas e defensores dos direitos humanos alertam que a luta pela liberdade de todos os prisioneiros políticos ainda está longe de ser concluída.

O clamor da sociedade

Enquanto a libertação continua, as vozes da sociedade civil e da igreja se unem em um clamor por justiça e liberdade. O arcebispo Rodríguez Méndez destaca que, embora existam avanços, a luta por direitos humanos é uma batalha que deve continuar a ser travada. “Rezamos por todos os presos e suas famílias. Apreciamos o fato de alguns já terem sido libertados, mas muitos outros continuam clamando junto com seus familiares”, afirmou o arcebispo, ressaltando a dor e a espera que muitas famílias ainda enfrentam.

A sociedade venezuelana observa com esperança e cautela essas libertações, entendendo que elas são apenas parte da complexa teia política que envolve o país. Com a possibilidade de futuras negociações e diálogos, tanto a comunidade interna quanto a externa continua a pressionar por um ambiente onde os direitos humanos sejam respeitados e onde a liberdade de expressão e de imprensa sejam garantidas. A luta por justiça e reconciliação se mantém forte, e a presença da Divina Pastora continua a ser um símbolo de esperança para muitos.

Conforme a cerimônia da Divina Pastora continua a reunir milhares de fiéis, a mensagem de paz e solidariedade se revela vital na busca por um futuro melhor e mais justo na Venezuela.

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