O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, revelou descontentamento com a atuação da Polícia Federal na investigação do caso Master ao autorizar uma nova operação policial. Em decisão sigilosa, Toffoli destacou a inércia e a falta de empenho da corporação na apuração, o que pode comprometer a eficácia das diligências.
Investigações e prisões na operação Compliance Zero
Na manhã desta quarta-feira (14), a Polícia Federal prendeu preventivamente no Aeroporto Internacional de Guarulhos Fabiano Zettel, cunhado do CEO do Banco Master, ao tentar embarcar para Dubai. Além disso, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra o empresário Nelson Tanure, ligado ao mercado financeiro por empresas como Gafisa e Light. Essas ações fazem parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes na tentativa de compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB).
Contexto da primeira fase e consequências
Na fase inicial, em novembro, a PF deteve Vorcaro e outros envolvidos do Master, além de afastar o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e seu diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia. Um dia após essas prisões, o Banco Central decidiu pela liquidação do Banco Master, ampliando o impacto das suspeitas.
Decisão de Toffoli e críticas à Polícia Federal
Segundo o ministro, as medidas cautelares contra Zettel e Tanure foram requeridas ao STF em 6 de janeiro e autorizadas por ele no dia seguinte. O cumprimento dessas ordens, no entanto, foi considerado precipitado por Toffoli, que afirmou que a Polícia Federal não cumpriu os prazos estabelecidos, potencialmente prejudicando as investigações.
Inércia policial e riscos às investigações
Em uma decisão de oito páginas, Toffoli afirma que “eventual frustração” nas diligências decorre exclusivamente da inércia da Polícia Federal, que teria desrespeitado a decisão judicial da semana passada. “Eventual prejuízo às demais medidas é de inteira responsabilidade da autoridade policial”, destacou o relator.
Em defesa, a Polícia Federal justificou que o embarque de Zettel tinha como objetivo obter elementos que comprovem sua participação nos crimes investigados, além de possíveis novos delitos. Para o órgão, a operação representava uma oportunidade única na obtenção de provas.
* Esta matéria está em atualização
Para mais detalhes, acesse o link da fonte.

