Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Toffoli autoriza análise de materiais apreendidos na operação contra o banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) realize a análise de todo o material apreendido na operação relacionada ao banco Master nesta quarta-feira. A decisão veio após manifestação do procurador-geral, que solicitou a reconsideração de uma determinação anterior do relator.

Decisão sobre o material apreendido na operação contra o banco Master

Antes, Toffoli havia determinado que os bens e dispositivos fossem lacrados e permanecessem sob custódia na sede do STF. No entanto, ao avaliar o pedido do procurador-Geral, o ministro destacou que o material probatório deve ser avaliado pelo titular da ação penal para garantir a adequada formação da convicção do Ministério Público.

“A providência requerida pelo Procurador-Geral da República permitirá que o órgão acusador, destinatário do material probatório colhido nos autos, tenha uma visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções por ele, em tese, identificados até o presente momento”, afirmou Toffoli na decisão.

Investigação de esquema ilegal envolve gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro no banco Master

Segundo o ministro, a apuração tem um escopo mais amplo e não se confunde com outros inquéritos já instaurados. A investigação aponta para um esquema envolvendo gestão fraudulenta de fundos, desvio de valores e lavagem de dinheiro, com a possível atuação do banco Master, que teria explorado vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação.

“A presente investigação tem um escopo mais amplo e não se confunde com os inquéritos anteriores, pois revelou que fundos eram usados para gestão fraudulenta, desvio de valores e branqueamento de capitais pelo Banco Master”, ressaltou Toffoli.

Segunda fase da operação Compliance Zero e prisões de envolvidos

A Polícia Federal (PF) realizou nesta quarta-feira a segunda fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao banco. Um dos alvos foi Daniel Vorcaro, dono do banco, que chegou a ser preso na primeira fase da operação em novembro do ano passado, quando tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Neste mesmo dia, o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e alvo da investigação, foi detido ao tentar viajar para Dubai, mas posteriormente liberado. Durante as diligências, os agentes apreenderam carros e relógios de luxo, R$ 98 mil em dinheiro vivo, além de dispositivos eletrônicos e documentos relevantes para as investigações.

Maior controle e aprofundamento das investigações

A operação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre possíveis fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master. Vorcaro foi alvo novamente após a Polícia Federal apontar suspeitas de novos ilícitos cometidos por ele, ampliando o escopo das ações contra o banco.

Para o procurador-geral, Daniel Vorcaro e outros envolvidos podem estar envolvidos em um esquema de uso de fundos para desviar valores e lavar dinheiro, aproveitando vulnerabilidades do mercado e do sistema de regulação financeira.

Durante a operação, foram recolhidos veículos de luxo, dinheiro em espécie e outros objetos que poderão contribuir para o avanço das apurações. As investigações continuam em andamento para esclarecer os ilícitos.

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