A morte do médico Miguel Abdala Netto, ocorrida no interior de São Paulo, abriu uma disputa pelo patrimônio de aproximadamente R$ 5 milhões entre familiares próximos. Suzane von Richthofen, que busca ser a inventariante, foi impedida por uma prima do falecido, que organizou o funeral e tenta garantir sua parte na herança.
Conflito familiar na fase inicial do espólio
Após a morte do médico, Suzane tentou solicitar a liberação do corpo no Instituto Médico Legal de São Paulo, alegando ser a parente mais próxima. No entanto, Silvia Magnani, prima do falecido, já havia organizado o sepultamento em Pirassununga, sem a presença de Suzane ou outros familiares, antes mesmo da conclusão do laudo pericial.
A disputa acontece antes mesmo do reconhecimento de eventual testamento ou de uma união estável, aspectos que podem influenciar na divisão do patrimônio. Miguel Abdala Netto, irmão de Marísia von Richthofen, rompeu com Suzane após o assassinato do casal Richthofen em 2002. Ele foi responsável por excluir Suzane da herança dos pais, que ficou integralmente com Andreas Richthofen, irmão mais novo de Suzane, conforme decisão judicial de 2015, que destinou cerca de R$ 10 milhões ao primogênito.
Questões legais no processo sucessório
Implicações do Código Civil na herança
De acordo com o Código Civil, herdeiros podem ser definidos como os descendentes, ascendentes, cônjuges ou herdeiros legítimos. A indignidade sucessória, que impede alguém de receber herança, só se aplica quando há crime contra o autor da herança, o que não é o caso de Suzane, que não foi vítima do arms do próprio morto. Assim, ela continua na linha sucessória, junto com Andreas Richthofen, de 38 anos, que tem mantido distância do caso.
Fatores determinantes para a divisão do espólio
O desfecho da disputa dependerá de três fatores principais: existência de um testamento válido, reconhecimento judicial de união estável com o médico e a administração dos bens até o julgamento final. Silvia Magnani busca comprovar uma união estável de 14 anos com Abdala Netto para pleitear uma parte da herança.
Movimentações estratégicas e perspectivas futuras
Apesar de a disputa estar na fase inicial, o movimento de Suzane de tentar assumir a gestão do espólio antes do julgamento indica uma estratégia para garantir uma posição formal no processo de sucessão. Enquanto aguarda a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal e a decisão da Justiça, ela busca ampliar sua influência na partilha dos bens.
Especialistas indicam que o passado criminal de Suzane, por si só, não deve inviabilizar seus direitos patrimoniais futuros, especialmente na ausência de testamento ou de provas de união estável formalizada. O caso ainda está em análise, e o resultado final dependerá das próximas etapas processuais.
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