Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Pernambucano relata ‘momento de terror’ após alagamento em cruzeiro

Um desastroso incidente em um cruzeiro da MSC Cruzeiros trouxe momentos de pânico para uma família pernambucana, que relatou um “momento de terror” quando a cabine onde estavam foi inundada por águas que invadiram o navio em alto-mar. O acontecimento ocorreu na manhã da segunda-feira, 12 de janeiro, enquanto a embarcação navegava entre os portos de Búzios, Rio de Janeiro, e Salvador, Bahia.

O alagamento e a tensão a bordo

Marcelo Barros, um economista que estava a bordo com sua esposa, dois filhos e a sogra, descreveu a situação aterrorizante em que se encontraram. “Foi realmente um momento de terror, porque a água começou a entrar pelas cabines e os corredores já estavam repletos de água”, disse Marcelo. Por volta das 7h45, ele e sua família foram informados pelos camareiros sobre a possibilidade de um incêndio, resultado de um suposto curto-circuito. “A sensação era de que o navio estava afundando”, comentou ele.

Impacto na vida dos passageiros

A inundação, que atingiu aproximadamente 40 cabines, afetou adultos, crianças e idosos. De acordo com as informações repassadas pela tripulação, um cano de água pressurizada havia estourado, causando o vazamento. “Os passageiros das cabines atingidas foram levados para um bar no oitavo andar, enquanto tentavam escoar a água”, explicou Marcelo.

Falta de assistência e consequências

Apesar do estresse da situação, muitos passageiros relataram que não receberam a assistência necessária durante e após o ocorrido. “Praticamente ninguém deu explicação de nada, não houve nenhum tipo de assistência”, reclamou Marcelo. Ele destacou que conseguiu uma cabine provisória devido à condição da sogra, que utiliza cadeira de rodas, mas a maioria dos outros passageiros não teve a mesma sorte. “Ficaram nesse bar praticamente o dia inteiro e à noite a informação que chegou era que não podiam fazer nada e teriam que retornar para as cabines molhadas, úmidas”, disse ele.

Danos materiais e compensações

Além do susto e desconforto, a família enfrentou prejuízos materiais significativos. Marcelo se queixou da perda de aparelhos celulares, malas danificadas e outros efeitos pessoais como roupas e calçados. “O revoltante dessa história toda é que é um cruzeiro, um sonho, mas os momentos de terror que a gente passou foram terríveis. O apoio foi muito precário”, lamentou ele, acrescentando que recebeu uma proposta de compensação de apenas US$ 150 pela MSC Cruzeiros.

Investigação e providências futuras

Após o cruzeiro atracar em Salvador, Marcelo dirigiu-se à Capitania dos Portos, que assegurou que uma vistoria será realizada em Maceió. “O comandante pediu explicação ao capitão do navio e disse que um relatório foi enviado. Estamos no aguardo de uma inspeção mais detalhada na embarcação”, afirmou.

O cruzeiro, que começou em Maceió no dia 7 de janeiro, tinha como itinerário paradas em Santos, Búzios e Salvador, com retorno previsto à capital alagoana em 14 de janeiro. Espera-se que essa situação traga à tona as discussões sobre segurança e assistência em viagens marítimas, visando proteger os passageiros de futuros incidentes.

O testemunho de Marcelo e sua família evidencia a necessidade de um suporte mais efetivo em momentos críticos, principalmente em serviços que envolvem experiências como cruzeiros, que deveriam ser sinônimo de alegria e aventura, mas que se tornaram um pesadelo. Com isso, a MSC Cruzeiros será pressionada a melhorar seus procedimentos de segurança e atendimento ao cliente.

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