Um desastroso incidente em um cruzeiro da MSC Cruzeiros trouxe momentos de pânico para uma família pernambucana, que relatou um “momento de terror” quando a cabine onde estavam foi inundada por águas que invadiram o navio em alto-mar. O acontecimento ocorreu na manhã da segunda-feira, 12 de janeiro, enquanto a embarcação navegava entre os portos de Búzios, Rio de Janeiro, e Salvador, Bahia.
O alagamento e a tensão a bordo
Marcelo Barros, um economista que estava a bordo com sua esposa, dois filhos e a sogra, descreveu a situação aterrorizante em que se encontraram. “Foi realmente um momento de terror, porque a água começou a entrar pelas cabines e os corredores já estavam repletos de água”, disse Marcelo. Por volta das 7h45, ele e sua família foram informados pelos camareiros sobre a possibilidade de um incêndio, resultado de um suposto curto-circuito. “A sensação era de que o navio estava afundando”, comentou ele.

Impacto na vida dos passageiros
A inundação, que atingiu aproximadamente 40 cabines, afetou adultos, crianças e idosos. De acordo com as informações repassadas pela tripulação, um cano de água pressurizada havia estourado, causando o vazamento. “Os passageiros das cabines atingidas foram levados para um bar no oitavo andar, enquanto tentavam escoar a água”, explicou Marcelo.
Falta de assistência e consequências
Apesar do estresse da situação, muitos passageiros relataram que não receberam a assistência necessária durante e após o ocorrido. “Praticamente ninguém deu explicação de nada, não houve nenhum tipo de assistência”, reclamou Marcelo. Ele destacou que conseguiu uma cabine provisória devido à condição da sogra, que utiliza cadeira de rodas, mas a maioria dos outros passageiros não teve a mesma sorte. “Ficaram nesse bar praticamente o dia inteiro e à noite a informação que chegou era que não podiam fazer nada e teriam que retornar para as cabines molhadas, úmidas”, disse ele.
Danos materiais e compensações
Além do susto e desconforto, a família enfrentou prejuízos materiais significativos. Marcelo se queixou da perda de aparelhos celulares, malas danificadas e outros efeitos pessoais como roupas e calçados. “O revoltante dessa história toda é que é um cruzeiro, um sonho, mas os momentos de terror que a gente passou foram terríveis. O apoio foi muito precário”, lamentou ele, acrescentando que recebeu uma proposta de compensação de apenas US$ 150 pela MSC Cruzeiros.
Investigação e providências futuras
Após o cruzeiro atracar em Salvador, Marcelo dirigiu-se à Capitania dos Portos, que assegurou que uma vistoria será realizada em Maceió. “O comandante pediu explicação ao capitão do navio e disse que um relatório foi enviado. Estamos no aguardo de uma inspeção mais detalhada na embarcação”, afirmou.
O cruzeiro, que começou em Maceió no dia 7 de janeiro, tinha como itinerário paradas em Santos, Búzios e Salvador, com retorno previsto à capital alagoana em 14 de janeiro. Espera-se que essa situação traga à tona as discussões sobre segurança e assistência em viagens marítimas, visando proteger os passageiros de futuros incidentes.
O testemunho de Marcelo e sua família evidencia a necessidade de um suporte mais efetivo em momentos críticos, principalmente em serviços que envolvem experiências como cruzeiros, que deveriam ser sinônimo de alegria e aventura, mas que se tornaram um pesadelo. Com isso, a MSC Cruzeiros será pressionada a melhorar seus procedimentos de segurança e atendimento ao cliente.


