Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Penske Media processa Google por monopólio no mercado de publicidade digital

A Penske Media Corp., editora de marcas de entretenimento e cultura como Rolling Stone, Variety e The Hollywood Reporter, processou o Google na segunda-feira, acusando o gigante da tecnologia de monopolizar ilegalmente o mercado de publicidade digital e privar editoras de bilhões de dólares em receita.

Acusações contra o Google

O processo, protocolado na corte federal de Manhattan e obtido pelo TheWrap, afirma que o Google usou seu domínio para manipular leilões de anúncios digitais, suprimir os preços pagos às editoras e excluir concorrentes. A Penske Media e sua subsidiária SheMedia buscam indenizações e mudanças ordenadas pelo tribunal nos negócios de tecnologia publicitária do Google, através de um julgamento por júri.

Segundo a Penske Media, o Google cria um conflito de interesses ao controlar tanto o servidor de anúncios para editoras quanto a principal troca de anúncios usada para compra e venda de publicidade online. De acordo com a reclamação, o Google concedeu vantagens injustas à sua própria plataforma, permitindo que ela visse as ofertas dos concorrentes antes de submeter a sua própria, habilitando assim o Google a vencer os leilões enquanto mantinha os preços artificialmente baixos.

Impacto na indústria de mídia

O processo é um desdobramento de uma decisão de um tribunal federal na Virgínia, em 2025, que encontrou o Google monopolizando ilegalmente partes chave do mercado de tecnologia publicitária e se envolvendo em condutas anticompetitivas. Esse caso, promovido pelo Departamento de Justiça dos EUA e procuradores gerais estaduais, ainda está na fase de remédios.

A Penske Media argumenta que a conduta do Google teve efeitos abrangentes na indústria de mídia, reduzindo a receita que apoia o jornalismo, a cobertura de entretenimento e o conteúdo. A SheMedia, que opera uma rede publicitária para cerca de 1.800 websites, declarou que suas editoras são particularmente vulneráveis, pois dependem fortemente de anúncios digitais para sobreviver.

Defesa do Google

O Google negou alegações semelhantes em outros casos, argumentando que suas ferramentas publicitárias aumentam a eficiência e a concorrência para anunciantes e editoras. A empresa, em sua defesa, destaca que suas plataformas são projetadas para beneficiar tanto anunciantes quanto publicadores, proporcionando um ambiente mais competitivo.

Outros processos em andamento

A Penske também processou o Google em um processo separado em setembro sobre os resumos de notícias gerados por IA, alegando que o gigante da tecnologia está utilizando seu jornalismo sem consentimento, resultando em uma diminuição do tráfego para os sites que possui.

Violação de leis antitruste

O processo acusa o Google de violar a lei antitruste federal, de envolver-se em arranjos de amarração ilegais e de cometer práticas enganosas sob a legislação de Nova Iorque.

À medida que este caso avança, ele pode lançar luz sobre as práticas comerciais do Google e suas implicações para todo o ecossistema de mídia. Historicamente, a luta entre editoras e gigantes tecnológicos como o Google tem sido intensa, e essa disputa coloca em questão não apenas a saúde financeira de muitas publicações, mas também a essência da liberdade de imprensa e do futuro do jornalismo.

Os desdobramentos deste processo podem afetar não apenas a Penske Media, mas toda a indústria de mídia, influenciando como as empresas de tecnologia interagem com os criadores de conteúdo. Assim, todos os olhos estão voltados para o resultado deste importante caso.

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