Uma nova fase da Operação Mirakel, deflagrada na tarde desta quarta-feira (14), resultou na prisão de duas influenciadoras digitais em Salvador, Bahia. O foco da operação é um esquema criminoso relacionado a roubos, receptação e comércio ilegal de canetas emagrecedoras. A polícia cumpre mandados de prisão e busca e apreensão, direcionando suas investigações a um grupo que atua na comercialização de produtos obtidos de forma ilícita.
Prisão de Lais Santiago e Claudiana Rocha
Entre os alvos da operação, destaca-se Lais Santiago, que possui mais de 100 mil seguidores nas redes sociais. Ela foi presa por ser suspeita de receptação de canetas roubadas. A influenciadora, que à frente da tela se apresenta como uma referência de beleza, agora enfrenta a justiça pelos seus supostos crimes.
Na mesma manhã, Claudiana Rocha também foi presa. Com um público de mais de 7 mil seguidores, ela se apresentava como mentora de profissionais na área de beleza, mas segundo as investigações, estava diretamente envolvida em um esquema de roubo e venda ilegal de produtos. As prisões chamaram a atenção da comunidade, que agora se pergunta sobre a relação entre a influência digital e atividades criminosas.
Desdobramentos da Operação Mirakel
A Operação Mirakel iniciou sua primeira fase em junho do ano passado, quando dois outros envolvidos no esquema foram detidos. Com o avanço das investigações, o trabalho da polícia revelou que um dos suspeitos selecionava adolescentes para realizar ataques a farmácias. O outro era responsável pela execução dos roubos, configurando um padrão de crime organizado que envolve desde o recrutamento até a prática delituosa.
Na primeira fase, foram apreendidos diversos itens que indicavam a prática de delitos, como uma bag de entrega utilizada para disfarçar a atividade criminosa. Documentos e celulares também foram arrecadados como parte das evidências do crime. Durante o processo, vários adolescentes foram apreendidos por participarem das atividades ilícitas e acabam respondendo por atos infracionais relacionados a roubos.
Operação e Mobilização Policial
Na segunda etapa da operação, cerca de 300 policiais civis, militares e peritos estiveram envolvidos na ação que levou à prisão de Lais e Claudiana. O trabalho conjunto entre os órgãos de segurança demonstra um esforço significativo para combater a criminalidade em Salvador e proteger a população, especialmente em relação ao comércio de produtos perigosos como as canetas emagrecedoras, que podem representar riscos à saúde.
Impacto nas redes sociais e a responsabilidade da influência digital
A prisão de influenciadoras digitais levanta discussões sobre a responsabilidade que esses profissionais têm sobre seus seguidores. A construção da imagem de uma “mentora” ou influenciadora é frequentemente associada a padrões de beleza e saúde, mas o que acontece quando a influência é utilizada para propagação de práticas ilegais? Este é um questionamento importante em um cenário onde as redes sociais têm um grande impacto na formação de opiniões e comportamentos. As ações das influenciadoras podem refletir positivamente ou negativamente nos jovens que as seguem, tornando-se um tema relevante para fóruns de discussão sobre ética e responsabilidade nas redes sociais.
Por enquanto, tanto Lais Santiago quanto Claudiana Rocha permanecem à disposição da Justiça, que irá determinar os próximos passos em relação às acusações. O caso continua acompanhando a atenção do público e das autoridades, refletindo uma sociedade cada vez mais preocupada com as conexões entre a vida online e as ações no mundo real.
As autoridades reiteram o compromisso em agir contra crimes que impactam a saúde e a segurança da população, e a Operação Mirakel é um exemplo da mobilização estratégica para desmantelar redes criminosas que atuam disfarçadas por trás da imagem da influência digital.
O desfecho desta operação ainda está por vir, mas o debate gerado pela atuação das influenciadoras já começa a surgir nas redes sociais e nas ruas, demonstrando um importante movimento de conscientização.


