O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá receber, no dia 16 de janeiro, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa. A reunião ocorre um dia antes da assinatura oficial do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, marcada para acontecer em Assunção, no Paraguai.
Lula e diplomacia europeia buscam avanços no acordo Mercosul-UE
Segundo informações do Palácio do Planalto, Lula e os presidentes das instituições da UE discutirão temas da agenda internacional e os próximos passos para o tratado. O encontro reforça a atuação do Brasil na promoção e facilitação da assinatura do acordo, que representa uma parceria histórica entre os blocos.
Negociações e fases finais do tratado
O acordo Mercosul-UE trata-se de uma negociação que dura há mais de 26 anos, com potencial para criar uma zona de livre-comércio de mais de 720 milhões de consumidores, totalizando um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto de US$ 22,3 trilhões. Os dois blocos econômicos dividiram o tratado em duas partes: o Acordo de Parceria UE–Mercosul (EMPA) e o Acordo Comercial Interino (iTA).
Avanços e obstáculos nas negociações
Apesar do alinhamento geral, a aprovação do acordo europeu enfrentou atrasos por motivos políticos. A expectativa era de que o Conselho Europeu aprovasse a ratificação ainda em 2025, possibilitando a assinatura no Brasil, enquanto o país ocupava a presidência rotativa do Mercosul. Contudo, países como França e Itália solicitaram discussões adicionais sobre salvaguardas bilaterais, adiando a deliberação para janeiro de 2026.
O acordo provisório sobre as salvaguardas bilaterais foi fechado em 17 de dezembro de 2025, mas a resistência de França, que mantém posição contrária, e a Itália, que pediu o adiamento, permaneceram como obstáculos. Para sua ratificação, o tratado necessita do voto favorável de pelo menos 15 dos 27 países-membros da União Europeia, representando no mínimo 65% da população do bloco.
Implications and upcoming steps
Com a assinatura do tratado, o acordo comercial interino (iTA) poderá entrar em vigor após aprovação pelo Parlamento Europeu, que necessita de maioria simples, enquanto o EMPA só será válido após ratificação por todos os países do Mercosul e UE. A assinatura formal, prevista para Assunção, marcará um marco na integração econômica regional e na cooperação em áreas como sustentabilidade, meio ambiente, direitos humanos e inovação digital.
Segundo especialistas, o início da implementação do tratado deverá impulsionar o comércio bilateral, fortalecer relações diplomáticas e promover o desenvolvimento sustentável na América do Sul e na União Europeia. Ainda assim, o sucesso dependerá das mobilizações políticas necessárias para superar os obstáculos atuais.
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