Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Luísa Sonza apresenta novo álbum “Bossa Sempre Nova” em evento exclusivo

Na noite da última terça-feira (13), Luísa Sonza lançou oficialmente seu mais novo álbum chamado “Bossa Sempre Nova” em um evento exclusivo que ocorreu no Blue Noite, em São Paulo. O Portal iG esteve presente no lançamento que contou com um pocket show intimista e uma conversa aberta da artista com jornalistas. Esse disco representa uma imersão significativa de Luísa no universo da bossa nova, um movimento musical que teve início nos anos 50 e que recentemente a artista começou a explorar com seu sucesso “Chico”. Essa canção, que fala sobre um relacionamento desgastado pelo tempo, disputou o primeiro lugar nas paradas musicais brasileiras, configurando a bossa nova como um importante pilar na música contemporânea da artista.

O processo criativo de “Bossa Sempre Nova”

Gravado ao longo de 2025 com uma abordagem orgânica, onde Luísa e os músicos se encontraram cara a cara no estúdio, o álbum “Bossa Sempre Nova” conta com 14 faixas que receberam o toque de dois grandes nomes da música brasileira. Roberto Menescal, um dos últimos representantes da geração fundadora da bossa nova, coproduz 8 músicas, incluindo clássicos da parceria com Ronaldo Bôscoli e a primeira composição inédita que fez em colaboração com Luísa. Além disso, Toquinho, um dos parceiros mais icônicos de Vinicius de Moraes, ficou responsável pela coprodução das outras 6 faixas, algumas delas reinterpretações de sucessos eternizados com o Poetinha. O resultado final é um álbum que captura a essência vibrante de um gênero que nasceu há mais de seis décadas, revivido através da voz e interpretação única de Luísa.

Reflexões pessoais sobre a bossa nova

Durante a coletiva, Luísa relatou que a bossa nova sempre esteve presente em sua vida, mesmo que de forma sutil. “A bossa nova, de alguma forma, passa pela vida de todo brasileiro. No meu caso, ela sempre fez parte, principalmente em eventos como casamentos, onde eu cantava para noivas. Mas era algo bastante superficial até então”, comentou. A artista menciona que seu interesse mais profundo pelo gênero começou a emergir durante o processo criativo do projeto “Escândalo Íntimo”. “Quando resolvi criar uma música inspirada na bossa nova, usando referências da MPB, foi aí que realmente me apaixonei pelo gênero”, afirmou.

Esse mergulho no universo da bossa nova levou Luísa a estudar a história e as influências que moldaram o movimento. “Passei a ouvir muito mais, não apenas a música, mas a buscar entender sua narrativa. O bichinho me picou mesmo com ‘Chico’”, acrescentou, com um sorriso no rosto. Ela também destacou a troca enriquecedora que teve com Menescal e Toquinho durante as gravações: “Foi uma verdadeira aula. Aprender e entender a bossa nova de dentro para fora foi incrível, e ver como a música conecta gerações distintas foi uma experiência extraordinária.”

Liberdade criativa e estética do álbum

A cantora revelou que, ao embarcar no projeto, chegou a sentir receio, mas rapidamente encontrou uma afinidade artística consistente com seus colaboradores. “Perguntava-me: como será trabalhar com esses mestres da música? No entanto, quando percebi que Menescal falava a mesma linguagem que eu na interpretação, pensei: agora eu estou em casa.” Luísa enfatizou a liberdade criativa que viveu no estúdio. “Tanto com Toquinho quanto com Menescal, tive liberdade total para me expressar e interpretar. Meu foco sempre foi usar minha voz como um instrumento a serviço da música, sem deixar o ego do artista prevalecer.”

A concepção visual do álbum também dialoga diretamente com a tradição da bossa nova. A capa foi idealizada para remeter aos encontros que deram origem ao movimento, especialmente em apartamentos do Rio de Janeiro, locais icônicos de artistas como Nara Leão. “Desde o início, eu queria retratar uma vista do Rio, capturando a atmosfera em que a bossa nasceu”, explicou. A presença de elementos como a cadeira de Oscar Niemeyer também reforça essa conexão. “É uma forma de trazer a arte brasileira para a capa, mostrando como ela pode ser plural. Adoro a arquitetura do Niemeyer, e essa mistura de concreto com o tropical do nosso país é um spoiler do próximo álbum”, complementou.

A bossa nova frente à inteligência artificial

Comentando sobre o impacto da inteligência artificial na indústria musical, Luísa destacou que seu álbum serve como uma resposta. “Essa obra é totalmente orgânica, quase feita ao vivo. A melhor resposta a essas novas tecnologias é criar projetos reais com lendas da música.” Em tom emocionado, a cantora revelou sua faixa favorita do disco: “Quando eu canto ‘Você’, com Menescal, sinto uma alegria genuína. A letra e a melodia me tocam profundamente. Essa música tem um pedaço do meu coração.”

O lançamento de “Bossa Sempre Nova” promete não apenas ressuscitar grandes referências da MPB, mas também reafirmar a força de Luísa Sonza como uma artista completa e inovadora em sua trajetória musical. O que ficou claro é que a bossa nova, mesmo depois de tantos anos, ainda ressoa fortemente na vida e na música da nova geração de artistas brasileiros.

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