Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Ibovespa alcança máxima histórica impulsionado por pesquisa eleitoral

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, atingiu nesta quarta-feira (14) sua maior marca histórica, fechando em 165.146 pontos, alta de 1,96%. A forte valorização foi impulsionada pela divulgação de uma pesquisa eleitoral da Genial/Quaest, que mostrou uma diminuição na vantagem de Lula frente aos candidatos de direita em um possível segundo turno.

Impacto da pesquisa eleitoral na Bolsa brasileira

A pesquisa mostra uma aproximação entre os cenários futuros de governo, aumentando as chances de alternância no poder, o que agradou o mercado financeiro. Para Fernando Siqueira, chefe da pesquisa da Eleven Financial, a Nova rodada de dados reforçou a percepção de que há maior probabilidade de uma mudança no governo, o que é bem recebido pelos investidores.

“O mercado viu com bons olhos a possibilidade de transição nas eleições. Está claro que será uma eleição disputada, dividida, mas tem chance de candidato de direita vencer”, afirmou Siqueira. A pesquisa também destaca a preferência por uma administração que possa conter gastos públicos e reverter a trajetória crescente da dívida pública brasileira.

Fatores internos e externos reforçam o movimento

Além dos dados eleitorais, a valorização de metais preciosos e petróleo, em função das tensões geopolíticas no Irã, contribuiu para o bom desempenho das ações de mineradoras como Vale e de petróleo, como Petrobras. Essas empresas tiveram seu maior avanço diário desde abril de 2025, refletindo a alta dos commodities no mercado internacional.

Dados da balança comercial chinesa, divulgados nesta semana, também sustentaram o aumento da demanda por commodities, reforçando o movimento positivo no mercado internacional. As ações de Petrobras e Vale lideraram as altas, enquanto o dólar fechou a sessão em R$ 5,40, alta de 0,49%, apesar de manter certa estabilidade no índice DXY, que mede a moeda frente a outras seis divisas fortes.

Contexto econômico e preocupações fiscais

Documentos do Tesouro Nacional divulgados na última segunda-feira indicam que a relação da dívida pública com o Produto Interno Bruto (PIB) pode chegar a 79,3% em 2025 e alcançar 83,6% em 2026. Essa elevação acende um alerta para o cenário fiscal, refletindo a gestão do governo Lula no último mandato, que não tem sido considerada positiva nesse aspecto.

“Quando há chances de alternância, os investidores tendem a receber positivamente”, comentou Siqueira. Entretanto, o aumento da dívida pública gera desconfiança no mercado e provoca fuga de dólares, aumento do câmbio e elevação dos juros, impactando o crescimento econômico e a rentabilidade das empresas.

Volatilidade do mercado cambial e influência internacional

O dólar encerrou a quarta-feira em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,40, enquanto o dólar index caiu 0,06%, sinalizando um cenário de certo equilíbrio. No entanto, notícias sobre suspensão de vistos para brasileiros e o clima eleitoral geram volatilidade, com a moeda podendo oscilar nas próximas semanas.

Especialistas como Filipe Garcia, chefe da mesa de câmbio do C6 Bank, destacam que a proximidade das eleições, especialmente até a data de descompatibilização em março, deve intensificar as oscilações do câmbio devido às incertezas do cenário político.

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