Brasil, 14 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Desligamento de geradores do ar-condicionado em Brasília

A Polícia Federal (PF) adotou uma nova medida em relação à detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem sido alvo de queixas sobre o barulho dos geradores do sistema de ar-condicionado do edifício onde está custodiado em Brasília. A partir de agora, os equipamentos que alimentam essa climatização serão desligados durante a noite, entre 19h30 e 07h30, como uma forma de atender aos pedidos da defesa do ex-mandatário, buscando proporcionar mais conforto e silêncio.

Medida visa minimizar desconforto

De acordo com informações confirmadas pelo jornal O GLOBO, a decisão foi tomada pela PF após relatos de desconforto por parte do ex-presidente, que alegava que o barulho incessante dos geradores impedia um descanso adequado e causava um constante mal-estar. Os geradores, que estão localizados em uma área externa muito próxima à sala em que Bolsonaro está detido, geravam um ruído que, segundo sua equipe, saía do controle, dificultando a convivência no local.

Desligamento programado para períodos noturnos

O desligamento dos geradores ocorrerá todos os dias durante um intervalo de 12 horas. Essa medida procura garantir um ambiente silencioso para o ex-presidente, preservando, no entanto, o funcionamento dos serviços da Polícia Federal. A equipe de defesa de Bolsonaro já havia levado a questão do barulho ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que as condições de detenção ultrapassariam o mero desconforto e poderiam comprometer a saúde e integridade física do preso.

Reclamações nas redes sociais

Recentemente, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, manifestou sua insatisfação nas redes sociais. Em seu post, ele mencionou que a PF havia fornecido “protetores auriculares” para o pai, mas criticou a corporação por não solucionar o problema do ruído. Em vez de tomar medidas efetivas para consertar o aparelho, a PF estaria optando por medidas paliativas, conforme apontado por Carlos.

Contexto da prisão de Bolsonaro

É importante ressaltar que Jair Bolsonaro está detido na Superintendência da PF em Brasília desde o dia 22 de novembro do ano passado. Ele cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão, sendo condenado por cinco crimes diferentes. Essa situação delicada tem gerado ampla cobertura da mídia, além de levantar questões sobre as condições de detenção de ex-chefes de Estado no Brasil.

A insatisfação com a situação de Bolsonaro não só reflete aspectos da política brasileira atual, mas também os desafios enfrentados pelas instituições ao lidar com figuras públicas envolvidas em processos judiciais. O comprometimento com os direitos humanos e o bem-estar dos detidos é um tema frequentemente debatido, especialmente no que diz respeito ao ex-presidente.

É evidente que a decisão da PF de desligar os geradores durante a noite é uma tentativa de equilibrar as necessidades do ex-presidente com as operações normais da corporação. Essa ação pode ser vista como um reflexo das pressões que a Polícia Federal enfrenta para administrar a situação, ao mesmo tempo em que tenta manter a ordem e a segurança no espaço em questão. O desfecho dessa questão será acompanhado de perto pela mídia e pelo público, à medida que novas informações surgirem.

Assim, o que poderia parecer uma simples questão de conforto se transforma em um complexo envolvimento entre justiça, direitos humanos e a figura pública de Jair Bolsonaro. O desenrolar desta situação continua a gerar um monitoramento atento da sociedade e das instituições.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes