Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Defesa de Bolsonaro solicita nova prisão domiciliar por saúde

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja concedida a prisão domiciliar ao ex-mandatário, alegando problemas de saúde. Os advogados também solicitaram uma avaliação médica independente para verificar se o estado clínico de Bolsonaro é compatível com o cumprimento da pena sob custódia.

Repetição de pedidos e contexto da detenção

O pedido de prisão domiciliar não é novidade, já que Moraes havia negado duas solicitações anteriores do advogado de Bolsonaro. Atualmente, o ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, devido à sua tentativa de golpe de Estado. O clima em torno de sua detenção é cercado de controvérsias e debates legais, especialmente por se tratar de um ex-presidente.

Motivos para a solicitação atual

Os advogados argumentam que o estado de saúde do ex-presidente justifica a nova solicitação. Na semana passada, Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça, levando seus defensores a alarmar sobre sua capacidade de permanecer em custódia. Um relatório médico apresentado na terça-feira afirma que Bolsonaro “não consegue se firmar sozinho”, colocando-o em risco elevado de novas quedas, até mesmo em situações simples, como ao se deslocar ao banheiro à noite.

Argumentos da defesa e comparações jurídicas

Em sua argumentação, a defesa de Bolsonaro afirmou que “a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado”. Este tipo de justificativa ressoa com a Humanização da Justiça e a necessidade de garantir que os direitos dos indivíduos sejam respeitados, independentemente de sua condição atual.

Os advogados fizeram uma comparação com o caso de Fernando Collor, o ex-presidente que foi transferido para prisão domiciliar no ano passado devido ao seu estado de saúde, que inclui Parkinson e um histórico de quedas. Essa comparação busca reforçar a ideia de que a justiça deve aplicar regras de forma consistente, independentemente da pessoa em questão.

A posição do STF e cuidados médicos em custódia

Ao negar o último pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro no dia 1º de janeiro, o ministro Moraes argumentou que o ex-presidente tem direito a um plantão médico 24 horas por dia e que seus médicos têm autorização para acesso integral à Superintendência. Essa decisão reflete a atenção às questões de saúde pública e o direito à assistência médica durante o cumprimento de pena. A necessidade de uma avaliação médica independente poderia, portanto, tornar-se um fator importante na análise de um futuro pedido.

Consequências e desdobramentos possíveis

O clamor por justiça e igualdade de tratamento é uma constante no discurso político brasileiro, e a defesa de Bolsonaro espera que a jurisprudência não se desvie dos princípios constitucionais. A decisão que o STF tomará frente a esta nova solicitação pode ter implicações significativas tanto para o futuro do ex-presidente quanto para a percepção pública sobre a equidade do sistema judicial no Brasil.

Enquanto isso, o cenário político permanece tenso, com apoiadores e opositores acompanhando de perto o desenrolar dessa situação. As próximas semanas prometem trazer mais debates sobre os direitos de prisioneiros e o sistema de justiça no país.

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