A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar o lacramento e a guarda sob custódia do tribunal de todo material apreendido na investigação envolvendo o Banco Master, gera riscos de perda de provas essenciais, alertam pessoas com acesso ao caso.
Repercussões na investigação do Banco Master e apreensão de dispositivos
De acordo com investigadores, a medida pode afetar a análise de dados contidos em celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos durante as operações. Em procedimentos padrão da Polícia Federal, a extração de conteúdo ocorre logo após a apreensão para evitar danos, perdas ou bloqueios que comprometam as informações digitais.
Operação Compliance Zero e os principais alvos
Nesta quarta-feira (13), foi realizada a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes no Banco Master. Entre os alvos estavam o dono do banco, Daniel Vorcaro, preso na primeira fase da operação, e seu cunhado, Fabiano Zettel, que foi detido temporariamente ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas posteriormente liberado.
Decisão de Toffoli e o armazenamento dos materiais apreendidos
Na decisão que autorizou a operação, Toffoli determinou que todos os materiais recolhidos fossem “lacrados” e “acautelados” nas dependências do STF até futuras determinações. Esta ordem abrange celulares, notebooks, documentos e outros objetos apreendidos em 42 endereços ligados aos suspeitos.
Itens apreendidos e objetivos da operação
Durante as diligências, os policiais recolheram carros de luxo, relógios, R$ 98 mil em dinheiro vivo, um revólver, além de dispositivos eletrônicos e documentos considerados relevantes para investigar possíveis ilícitos. A Polícia Federal ainda não se manifestou oficialmente sobre o impacto da decisão na perícia desses materiais.
Implicações e preocupações dos investigadores
Especialistas alertam que a determinação de Toffoli pode atrasar ou dificultar a análise de provas digitais, comprometendo a própria eficiência da investigação. A perícia em dispositivos eletrônicos é uma etapa crucial para comprovar suspeitas de fraudes e ilícitos financeiros.
Segundo fontes próximas à apuração, a Polícia Federal tem preocupação especial com a possibilidade de perda de informações vitais, uma vez que a extração de dados é um procedimento de alta prioridade no contexto de investigações dessa natureza.
Próximos passos e expectativas
A expectativa é que a Justiça federal ainda se manifeste oficialmente sobre o andamento da perícia nos materiais apreendidos. A decisão de lacrar os objetos pode gerar novos debates sobre os limites da atuação policial e o equilíbrio entre garantias do investigado e a efetividade da apuração.
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