Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Crise no Irã: Número de mortos em protestos pode ultrapassar 20 mil

Informações emergentes do Irã indicam que a repressão das autoridades para acabar com mais de duas semanas de protestos anti-governamentais pode ter resultado em um número de mortos muito superior ao relatado por ativistas fora do país. Com a reabertura de linhas telefônicas para chamadas internas, duas fontes, incluindo uma dentro do Irã, informaram à CBS News que pelo menos 12.000, e possivelmente até 20.000 pessoas podem ter sido mortas.

A avaliação do governo britânico

A Secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, afirmou no Parlamento que o governo britânico acredita que “pode haver 2.000 pessoas mortas, mas o número pode ser ainda maior. Meu receio é que essa cifra prove ser significativamente mais alta.”

Reunir informações precisas tem sido extremamente difícil devido ao bloqueio de internet e serviços telefônicos implementado pelos governantes duros do Irã nos últimos dias. Embora a desconexão total da internet no Irã tenha persistido por cinco dias, alguns iranianos conseguiram fazer chamadas internacionais, mas ainda é impossível receber chamadas do exterior.

A contagem dos mortos e a repercussão

Uma fonte dentro do Irã que conseguiu se comunicar externamente afirmou que grupos ativistas estão trabalhando para compilar um total de mortes a partir de relatos de oficiais médicos no país, e acreditam que o número pode ser superior a 12.000, possivelmente alcançando 20.000. Apesar de não podermos verificar de forma independente o maciço número de mortos reportados, o mesmo é várias vezes maior que as estatísticas fornecidas pela maioria dos grupos ativistas independentes nos últimos dias.

A rede de televisão de oposição Iran International também reportou que seus dados sugerem que cerca de 12.000 pessoas foram mortas. Uma fonte em Washington, com contatos no Irã, informou à CBS News que um informante confiável sugeriu que o número de mortos estaria entre 10.000 e 12.000.

Imagens chocantes de uma morgue em Teerã

A CBS News confirmou que um vídeo postado online apresenta os corpos de pelo menos 366 pessoas, provavelmente mais de 400, mortos durante os protestos, empilhados em uma morgue nos subúrbios de Teerã. As imagens mostram pessoal forense documentando ferimentos graves nos corpos, que incluem ferimentos de bala, pelos de espingarda, cortes e outros ferimentos severos.

Repressão da comunicação pela segurança

Informações constantes sugerem que as forças de segurança estão visitando hospitais privados em Teerã, ameaçando funcionários para que entreguem os nomes e endereços de pacientes que receberam tratamento por ferimentos relacionados aos protestos.

O chefe da polícia do Irã afirmou que os protestos foram orquestrados do exterior e que “terroristas” foram pagos para causar a agitação, embora a maioria dos iranianos não acredite nessa narrativa.

A crescente preocupação internacional

Mahmood Amiry-Moghaddam, líder da organização de direitos humanos Iran Human Rights, disse que as informações recebidas indicam que a repressão foi muito mais grave do que se pode imaginar, afirmando que “toda a comunidade internacional tem a responsabilidade de proteger os cidadãos contra graves violações de direitos humanos”.

A pressão internacional sobre o Irã aumentou, com muitos pedindo ações concretas para apoiar a oposição interna, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua solidariedade aos “patriotas iranianos” durante um comunicado em sua plataforma de mídia social, garantindo que “ajuda está a caminho”.

Conclusão

Os protestos começaram no final de dezembro em resposta a um novo aumento no custo de vida na economia fragilizada pelas sanções do Irã. As manifestações rapidamente se espalharam por todas as 31 províncias do país, com dezenas de milhares de pessoas exigindo a derrubada do regime islâmico vigente.

Essas trágicas estatísticas e a brutal repressão contra os manifestantes podem carregar um peso histórico muito maior do que qualquer outro evento anterior desde a Revolução Islâmica de 1979. A comunidade internacional continua a observar, enquanto os iranianos aguardam por apoio em sua luta por liberdade e dignidade.

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