Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Pesquisa Quaest revela crescimento de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto

Dados da primeira pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgados nesta quarta-feira, (14) revelam um panorama interessante para a corrida presidencial de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) avançou e atingiu 32% das intenções de voto no primeiro turno. No entanto, o presidente Lula (PT) se mantém na liderança, aparecendo como vencedor em todos os cenários de segundo turno, com uma diferença que varia entre 5 a 20 pontos percentuais.

Análise das intenções de voto no primeiro turno

O crescimento de Flávio é notório em um dos cenários do primeiro turno, onde ele alcançou seu melhor desempenho até agora, subindo de 27% em dezembro para 32%. Nos outros cenários testados, contudo, não houve variações significativas, dentro da margem de erro da pesquisa.

No melhor cenário para o senador, ele concorre contra Lula, que tem 39%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que aparece com apenas 5%. Se Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, for o candidato, Flávio teria 23%, enquanto Lula registraria 36%. A presença de Tarcísio, portanto, influencia diretamente nas intenções de voto do senador.

Lula lidera em simulações de segundo turno

No que diz respeito ao segundo turno, Lula se mostraria um adversário difícil para qualquer candidato. Ele atualiza suas distâncias em relação a Tarcísio (44% a 39%) e Flávio (45% a 38%), com uma diferença de sete pontos percentuais. Com outros candidatos, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-ministro Aldo Rebello, as vantagens do presidente permanecem ainda mais robustas, alcançando margens de 11 a 19 pontos percentuais.

Contexto da candidatura de Flávio Bolsonaro

A pesquisa realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro entrevistou 2.004 eleitores e tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Registada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 00835/2026, essa pesquisa mostra não apenas as intenções de voto, mas também como a candidatura de Flávio começou a ganhar tração desde seu lançamento em dezembro. O senador tem buscado se aproximar do mercado financeiro e já sinaliza possíveis nomes para o ministério, caso eleito.

Em entrevista ao economista Paulo Figueiredo, Flávio mencionou a possibilidade de escolher seu irmão, Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores. No entanto, essa proposta foi considerada precipitada por algumas figuras do Centrão, que ainda resistem à sua candidatura, preferindo a indicação de Tarcísio de Freitas para o cargo. O governador paulista, por sua vez, já manifestou a intenção de buscar a reeleição.

Os resultados apresentados mostram um quadro dinâmico na corrida eleitoral, com Flávio Bolsonaro se destacando modestamente, mas ainda longe de ameaçar a liderança consolidada de Lula. A disputa tende a esquentar nos próximos meses, à medida que as campanhas ganham corpo e novos cenários se desenham.

Por enquanto, Flávio deve continuar sua comunicação com o mercado e avaliar quais alianças estratégicas podem ser formadas. A evolução das intenções de voto e as respostas da população a suas propostas e estratégias serão cruciais para definir os próximos passos de sua campanha.

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