Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Vasconcellos, diretor do Grupo Fictor, disputa vaga na CVM em meio a controvérsias

André Vasconcellos, diretor de estratégia, planejamento e relações com investidores da Fictor Alimentos, está concorrendo a uma vaga no colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A nomeação ocorre em meio a um cenário turbulento na autarquia, marcado por decisões controversas e acusações de favoritismo a certos bancos e empresas.

Trajetória e influência de Vasconcellos

Formado em administração e contabilidade pelo Ibmec, Vasconcellos assumiu seu cargo na Fictor em outubro de 2024, após um IPO reverso envolvendo a aquisição de uma empresa listada na Bolsa. Além de suas posições executivas, é uma influência no LinkedIn, onde publica conteúdos diários sobre relações com investidores, somando aproximadamente 51 mil seguidores.

Campanha e perspectivas para a CVM

Segundo fontes e ex-diretores da CVM, Vasconcellos está se movimentando ativamente para a indicação na autarquia, apesar de o cargo ser altamente disputado após a controversa nomeação de Otto Lobo como presidente interino. A nomeação de Lobo tem sido criticada por suas decisões favoráveis ao Banco Master e outras operações questionadas.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) requereu ao presidente da Corte que informe ao Senado sobre o histórico de decisões de Lobo, especialmente aquelas que beneficiaram o instituição financeira, o que alimenta a disputa pela cadeira na CVM.

Implicações políticas e movimentações externas

Vasconcellos tenta se posicionar como um candidato técnico, independente de grupos políticos e do próprio grupo Fictor. Em conversas reservadas, afirma que, se indicado, se declarará impedido em processos que envolvam o grupo ou o Banco Master. Sua atuação em Brasília inclui viagens frequentes e contatos com políticos, como Renan Calheiros, e pessoas na Fazenda como Marcos Pinto, ex-secretário de Reformas Econômicas.

Na Faria Lima, o executivo tem ampliado contatos com bancos e gestores, incluindo reuniões com representantes do BTG Pactual. Seu perfil de mercado e as viagens recentes sugerem uma estratégia de aproximação com atores do setor financeiro, de olho na possível indicação.

Posicionamento e recomendações

Vasconcellos admitiu à coluna que está se movimentando pela indicação, uma prática incomum em candidaturas públicas, tradicionais por sua discrição. Em nota, afirmou que sua presença na CVM pode contribuir para reduzir custos de conformidade das empresas e aprimorar a governança do mercado de capitais brasileiro.

Apesar de o nome dele ser considerado por alguns no mercado como “uma aposta técnica” para o cargo, a escolha ainda enfrenta resistência devido ao seu vínculo com o grupo e às tensões políticas atuais. O cenário de indicações permanece incerto, com decisões que podem impactar a regulação financeira brasileira nos próximos meses.

Para mais detalhes, consulte a fonte original.

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