Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Tarcísio de Freitas volta ao trabalho e se prepara para desafios políticos

Após um período de férias com a família, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou ao trabalho ontem, iniciando o último ano de seu mandato. Com os olhos voltados para um possível segundo mandato no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio tem até abril para realizar inaugurações pelo estado. Depois disso, poderá continuar a anunciar novos projetos, embora sem sua presença. Em meio a esses compromissos, o governador se vê diante de desafios políticos, incluindo a definição de um vice para sua chapa e a necessidade de apoiar de forma mais contundente a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.

Obras para fortalecer a gestão

Dentre suas prioridades, Tarcísio lançou, no final do ano passado, o slogan “Coragem para fazer o (im)possível é São Paulo na direção certa”, acompanhado da entrega de 26 quilômetros do Rodoanel Norte — uma obra que está em andamento há 28 anos e que deverá ser concluída até o final de 2024. Além disso, ele planeja assinar o contrato para a construção do túnel Santos-Guarujá, que se tornou um ponto de disputa entre seu governo e o governo federal do presidente Lula.

Outras entregas importantes para a gestão incluem a parte da Linha 6-Laranja do Metrô e a obra do Monotrilho da Linha 17-Ouro, ambas projetos que foram prometidos em gestões anteriores e que ganharão destaque nos programas eleitorais do governador. Um leilão do centro administrativo nos Campos Elísios, que estava previsto para 2025, também foi antecipado para este primeiro semestre.

Questões políticas e definições de chapa

Enquanto Tarcísio programava as entregas, questões políticas também ocupavam sua agenda, principalmente sobre a escolha do vice. O atual vice, Felício Ramuth, do PSD, continua cotado para a chapa, mas o PL de Valdemar Costa Neto também manifestou interesse na posição, com André do Prado, presidente da Alesp, sendo um nome em potencial.

Ramuth, enquanto esteve à frente do estado, promoveu eventos e fez declarações que geraram polêmica. Recentemente, ele rotulou o Partido dos Trabalhadores (PT) de “narcoafetivo” durante uma discussão sobre a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o que levou o PT a anunciar que processará Ramuth.

A insatisfação dentro dos partidos

O Partido Progressista (PP), que conta com Guilherme Derrite como um dos principais representantes e que possui 54 prefeitos no estado, expressou descontentamento com o governo de Tarcísio. O PP critica a falta de apoio à pré-candidatura ao Senado de um de seus ex-secretários, além de alegar demora na liberação de recursos para prefeituras e a diminuição do seu espaço no governo.

Apesar dessas reclamações, fontes próximas a Tarcísio minimizam a possibilidade de rompimento com o PP, acreditando que o apoio a Derrite se mantém firme. A federação com o União Brasil parece sólida, garantindo apoio ao governador, o que contribui para a estabilidade da sua gestão.

Estratégias para a campanha de Flávio Bolsonaro

Outro desafio para Tarcísio é a necessidade de manifestar claramente seu apoio a Flávio Bolsonaro, cuja pré-candidatura à presidência não arrecadou o respaldo esperado até agora. Aliados do governador destacam que ele precisa ser mais incisivo em seu apoio. Filipe Sabará, que tem sido uma ponte entre Flávio e empresários, acredita que Tarcísio “deve entrar na campanha o quanto antes” para consolidar sua posição e fortalecer o movimento político que busca reeleger Flávio.

Entre o lançamento de obras e a preparação para sua campanha, o governador Tarcísio de Freitas se vê diante de uma agenda repleta de compromissos que podem definir seu futuro político. A habilidade em equilibrar essas demandas será crucial para sua permanência no poder em São Paulo e sua influência em âmbito nacional.

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