A manhã desta terça-feira (13) marcou um importante passo na segurança pública do Rio de Janeiro com a inauguração da ampliação do projeto da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública, conhecido como Civitas Rio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o monitoramento das ruas da cidade e otimizar o compartilhamento de informações com diversas forças de segurança. O orçamento do projeto teve um incremento significativo, passando de R$ 16 milhões anuais para R$ 180 milhões, um aumento mais de dez vezes em relação aos valores iniciais.
A evolução do projeto Civitas
O prefeito Eduardo Paes comentou sobre o progresso do projeto, ressaltando que ele começou em um espaço modesto, mas utilizando tecnologia existente para identificar placas e gerar multas, contribuindo assim para a segurança pública. “A gente implantou esse modelo, ainda em uma sala mais acanhada, mas usando da tecnologia que a prefeitura já dispunha no momento”, disse Paes.
A nova central ocupa agora quase um andar inteiro do Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro (COR-Rio), situado na Cidade Nova, no coração da capital fluminense. Esta ampliação é vista como necessária para um controle mais eficiente do espaço urbano, oferecendo suporte aos órgãos estaduais com dados e imagens que podem ser utilizados pela Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Uma colaboração em prol da segurança pública
Paes enfatizou que a intenção da prefeitura não é assumir a responsabilidade pela segurança pública, mas sim implementar iniciativas que auxiliem aqueles que têm o dever de cuidar dessa área, que é competência do governo do estado. “A prefeitura não tem a pretensão de assumir a segurança pública. A prefeitura busca um conjunto de iniciativas para auxiliar aqueles que têm responsabilidade de cuidar da segurança pública”, afirmou o prefeito.
Atualmente, o Rio de Janeiro conta com um total de 10 mil câmeras de monitoramento, sendo que 3 mil delas têm a capacidade de processar 3 mil dados por segundo. Os equipamentos são avançados o suficiente para identificarem placas de veículos e rostos de indivíduos. A expectativa é que até 2028 esse número chegue a 20 mil câmeras, ampliando ainda mais a rede de segurança e vigilância urbana.
Inovações tecnológicas para segurança
O chefe-executivo do Civitas, Davi Carreiro, destacou a importância do cinturão digital que permite monitorar a maior parte das vias de acesso ao Rio. De acordo com a Prefeitura, mais de 3,5 mil ocorrências foram ajudadas pelos dados gerados pela central. Carreiro frisou que a Polícia Civil é a que mais acessa as informações do Civitas, utilizando formulários específicos que justificam o pedido de acesso às informações.
Como o sistema aprimora a resposta policial
Com a tecnologia aplicada, quando uma placa é registrada no sistema, todas as informações do veículo e seus antecedentes começam a surgir instantaneamente. Isso torna a resposta das forças de segurança muito mais rápida e eficaz em situações que exigem ação imediata.
A ampliação do Civitas é uma clara demonstração do compromisso da Prefeitura do Rio em utilizar tecnologia de ponta na luta contra a criminalidade e na preservação da segurança pública. Ao investir em um sistema robusto de monitoramento e análise de dados, o município visa não apenas aumentar a eficiência das operações policiais, mas também proporcionar uma sensação de segurança à população.
Com a evolução das tecnologias e o suporte às forças de segurança, espera-se que a ampliação do Civitas traga resultados positivos para a redução da criminalidade na cidade, contribuindo para um ambiente urbano mais seguro e controlado.
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