Nos últimos dias, as manifestações no Irã se tornaram as maiores desde 2009, com milhares de civis exigindo mudanças contra o governo autoritário, agravado por uma crise econômica severa. As forças de segurança responderam com uso de força, deixando vários mortos e feridos.
Crise econômica e mobilização popular
Na semana passada, o iraniano rial caiu para 1,48 milhão por dólar, uma desvalorização histórica que levou comerciantes e consumidores às ruas, protestando contra a inflação e a queda do poder de compra. Segundo analistas, essa crise acelerou a insatisfação contra o regime, que enfrenta protestos em todas as 31 províncias.
De demandas econômicas a uma busca por mudança política
Inicialmente motivadas por problemas econômicos, as manifestações evoluíram para pedidos de derrubada da República Islâmica, no poder desde 1979. A insatisfação inclui também restrições sociais rígidas, especialmente relacionadas ao vestuário e conduta pessoal, que levaram a protestos em 2022 após a morte de uma jovem detida pela polícia.
Contexto internacional e impacto
As autoridades iranianas continuam reprimindo as manifestações com força, enquanto o governo dos EUA e outros países observam a crise, sem intervenções diretas até o momento. A comunidade internacional acompanha com preocupação o crescimento do movimento e a possível mudança no cenário político do país.
Atuações militares e tensões na região
Embora não haja intervenção direta dos Estados Unidos, Israel mantém ações ofensivas contra alvos militares iranianos, incluindo instalações nucleares e comandantes, com o auxílio de bombardeios americanos. Essas ações visam limitar o avanço nuclear e enfraquecer Hezbolá e outros grupos aliados ao Irã na região.
Analistas avaliam que o clima de instabilidade internal e external pode moldar o futuro político e social do Irã nas próximas semanas. A pressão popular e as tensões internacionais colocam o regime sob crescente desafio, enquanto o país enfrenta uma crise multifacetada.

