Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Powell responde a ataques de Trump e desafia a autonomia do Fed

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, respondeu nesta semana às crescentes pressões do governo dos Estados Unidos, especialmente do ex-presidente Donald Trump, que voltou a criticar a condução da política monetária do banco central. A reação de Powell veio após uma investigação criminal contra o Fed, que ameaça sua autonomia na definição das taxas de juros.

Desafios políticos e investigações criminais

Uma investigação do Departamento de Justiça revelou intimações relacionadas às reformas na sede do Fed – um projeto orçado em cerca de US$ 2,5 bilhões, US$ 700 milhões acima do previsto. A ação exprime uma escalada na ofensiva de Trump, que abriu uma nova linha de ataque contra Powell, acusando-o de má gestão e até de má conduta ao nomear autoridade para o conselho do Fed.

Resposta firme de Powell e impacto na independência do Fed

Em uma rara manifestação pública, Powell divulgou um vídeo na noite de domingo, no qual afirmou que as intimações representam uma tentativa de usar uma investigação criminal como pretexto para pressionar o banco central. “A ameaça de acusações criminais é grave, mas não pode comprometer a independência do Fed”, declarou.

Especialistas advogados e economistas ligados ao setor financeiro acreditam que essa situação representa um momento decisivo para o futuro da autonomia do Fed. O grupo formado pelos ex-presidentes do banco central Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan, além de outros especialistas, emitiram um comunicado defendendo Powell e alertando para riscos à estabilidade econômica.

Conflito de interesses e futuro de Powell

Trump, que tenta influenciar a política monetária para beneficiar sua base eleitoral, chegou a nomear um substituto para Powell, mesmo com a controvérsia sobre as investigações. A resolução do caso na Suprema Corte, marcada para janeiro, poderá determinar até que ponto um presidente pode interferir na independência do Fed, incluindo a possibilidade de demitir dirigentes com base em alegações sem comprovação de má conduta.

Perspectivas e desafios futuros

Balanceando os ataques e o risco de perda de autonomia, Powell permanece firme na defesa do papel técnico do Fed. “Nossa missão é garantir estabilidade econômica, independentemente das pressões políticas”, afirmou. Ainda não há definição clara sobre sua permanência como presidente do banco central, cujo mandato expira em maio, ou sobre a continuidade de sua atuação como membro do conselho até 2028.

A crise atual coloca em xeque a credibilidade do Federal Reserve e o compromisso dos Estados Unidos com o Estado de Direito, elementos considerados essenciais para o sucesso econômico do país. O desfecho da disputa promete impactar também as próximas decisões de política monetária, com repercussões que vão além das fronteiras americanas.

Fonte: O Globo

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