Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Piauí alcança nota máxima na Capes com investimentos em pós-graduação

O ano de 2025 marcou um ponto de virada na área de Ciência e Tecnologia do Piauí, quando o estado se destacou como um verdadeiro polo produtor de conhecimento no Nordeste brasileiro. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) liderou essa transformação, consolidando um aumento significativo nos investimentos destinados à pós-graduação, refletindo-se em resultados expressivos como a conquista da primeira nota 7, o grau máximo de excelência, em um programa local avaliado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

A importância do Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu

Um dos principais motores desse cenário foi o Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (PAPG 2025). Este programa, que teve um orçamento de R$ 16,8 milhões, significou quase o dobro do investimento de R$ 8,9 milhões realizado no ano anterior. O impacto foi palpável: o número de bolsas oferecidas subiu de 126 em 2024 para 256 em 2025, com 216 destinadas a mestrado e 40 para doutorado, levando a um total inédito de 500 bolsas no sistema de pós-graduação do Piauí.

O reflexo dessa política de fomento foi imediatamente visível no início de 2026, com o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais (PPGCM) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) alcançando o conceito 7 na avaliação quadrienal da Capes. Esta é a primeira vez que um programa de pós-graduação do estado chega ao nível máximo.

Reconhecimento e impacto no campo acadêmico

Josy Anteveli, coordenadora do PPGCM, destacou que essa conquista é um divisor de águas para o programa. “A conquista do conceito 7 pelo PPGCM representa um momento único e histórico, sendo o primeiro programa com esta nota no Estado do Piauí. Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo, construído com o empenho de discentes, docentes, técnicos e colaboradores”, afirmou. Anteveli enfatizou a relevância do suporte contínuo da Fapepi, que foi essencial para elevar a qualidade acadêmica e o impacto do curso.

Outra voz relevante no debate, o professor e pesquisador Edson Cavalcanti, relembrou a trajetória rápida do PPGCM, que, em apenas 15 anos, já conquistou notas históricas. “Fomos a primeira nota 5 do estado, a primeira nota 6 e, agora, a primeira nota 7. Chegamos ao topo da pós-graduação no Brasil”, afirmou Cavalcanti, destacando o papel fundamental do apoio governamental nesse avanço.

Financiamento e produção científica

A mudança significativa no financiamento público, em um período tão curto, causou um impacto direto na produção científica do Piauí em 2025. O aumento no aporte financeiro resultou em mais oportunidades para pesquisadores e priorizou a formação de alto nível, uma estratégia vital para elevar o conceito dos programas locais perante os órgãos reguladores nacionais.

João Xavier, presidente da Fapepi, ressaltou que os resultados obtidos validam a tese de que o desenvolvimento econômico do Piauí está intrinsecamente ligado ao fortalecimento da academia. Ele argumentou que o incremento nos repasses e no número de beneficiários deve ser visto não apenas como um dado estatístico, mas como uma ferramenta para garantir que os pesquisadores formados no estado tenham condições de desenvolver ciência de qualidade sem a necessidade de migrar para outros centros do país.

Modelo para o futuro

Xavier menciona que o sucesso do PPGCM da UFPI pode servir como modelo para outras áreas de engenharia e saúde no Piauí. Este resultado é um indicativo de que a parceria entre o governo estadual e as universidades será o caminho para aumentar a competitividade da região no cenário científico brasileiro.

Próximos passos da Fapepi

Com o objetivo de descentralizar o fomento e fortalecer as instituições estaduais e federais localizadas no interior, a Fapepi planeja, para 2026, novos editais focados na inovação tecnológica aplicada ao setor produtivo. A expectativa é que essa evolução leve a frutos concretos, como novos pedidos de patentes e soluções inovadoras para a indústria local.

Com investimentos robustos e uma gestão comprometida, o Piauí caminha firme para se afirmar como um dos principais polos de pesquisa e inovação do Brasil, demonstrando que é possível transformar a realidade acadêmica e científica do estado em um curto espaço de tempo.

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