Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Operação Overclean: Polícia Federal investiga desvios de emendas parlamentares

A Polícia Federal (PF) deu início, nesta terça-feira, à nona fase da Operação Overclean, que investiga desvios de emendas parlamentares e a lavagem de dinheiro. O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) é um dos alvos dessa operação, com mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em seu apartamento funcional em Brasília. Essa fase é parte de uma longa investigação que já revelou a movimentação de bilhões em contratos fraudulentos.

Operação conjunta com órgãos federais

A Operação Overclean conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão em estados da Bahia e no Distrito Federal, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a Corte determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas que estão sendo investigadas.

Histórico das fases anteriores

A oitava fase da operação, realizada no mês passado, teve como um dos alvos o secretário nacional do Podemos, Luiz França. Na ocasião, o partido se posicionou afirmando não ter relação com a operação e apoiando qualquer investigação que fosse necessária. De acordo com a nota divulgada pelo partido, os desdobramentos da operação diziam respeito apenas à atuação profissional de França como advogado, especificamente no que se refere à sua consultoria jurídica.

Além de Luiz França, a PF também já havia cumprido mandados contra outros políticos, como foi o caso do deputado federal Dal Barreto (União-BA) e de Elmar Nascimento (União-BA), que teve seu irmão, Elmo Nascimento, prefeito de Campo Formoso na BA, como alvo. A movimentação da PF já levanta questões sobre a abrangência das investigações, que parecem já ter repercussões políticas consideráveis.

Impacto econômico da organização criminosa

A PF estima que a organização criminosa investigada tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas. O empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo” devido aos contratos na área de limpeza urbana na Bahia, também foi um dos alvos da operação. Moura foi preso preventivamente na primeira fase da ação, mas foi solto posteriormente por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Segundo informações da polícia, José Marcos atuou como um “articulador político e operador de influência” na organização criminosa. A investigação da Operação Overclean iniciou-se para apurar desvios de recursos de emendas parlamentares que foram supostamente destinadas ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). De acordo com as autoridades, a organização é acusada de corromper agentes públicos com o objetivo de garantir contratos em várias partes do Brasil.

Próximos passos na investigação

Com a nova fase da Operação Overclean, as autoridades almejam esclarecer a extensão das fraudes e identificar todos os envolvidos dentro do esquema. O foco na lavagem de dinheiro e nos desvio de emendas parlamentares tem gerado um forte debate na sociedade sobre a confiança nas instituições políticas do país.

A operação reflete a necessidade de uma fiscalização rigorosa no uso de recursos públicos e levanta preocupações acerca da ética e da transparência na política brasileira. À medida que mais detalhes forem revelados, espera-se que o impacto desta operação seja significativo tanto no âmbito judicial quanto no político.

Enquanto isso, a população aguarda ansiosamente por respostas e pela afirmação da justiça em casos que envolvem recursos públicos e servidores eleitos. A continuação das investigações e as ações da PF serão cruciais para restaurar a confiança nas instituições e assegurar que práticas corruptas não sejam toleradas.

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