No dia 13 de janeiro de 2026, foi anunciada a morte de Scott Adams, o célebre criador da tira cômica Dilbert, que faleceu aos 68 anos. O cartoonista foi diagnosticado com câncer de próstata em maio de 2025, o qual se espalhou para os ossos. A triste notícia foi confirmada por sua ex-esposa, Shelly Miles, durante uma transmissão ao vivo do programa “Coffee with Scott Adams.”
A batalha contra o câncer e seus últimos dias
Em suas redes sociais, Adams havia compartilhado que enfrentava uma luta difícil contra a doença e que suas chances de recuperação eram praticamente nulas. Ele fez um apelo ao ex-presidente Donald Trump, solicitando ajuda para um tratamento que poderia prolongar sua vida, mesmo que apenas por um curto período. “Isso não é uma cura, mas pode trazer bons resultados para muitas pessoas”, disse ele em uma postagem.
Infelizmente, Adams não conseguiu superar a doença e faleceu em sua casa na Califórnia, deixando um legado de polêmica e controvérsia que acompanhou sua carreira até o fim.
A controvérsia que levou ao fim de Dilbert
Scott Adams sempre foi uma figura controversa. Sua tira Dilbert, que satirizava o cotidiano corporativo, foi cancelada em 2023 após uma série de comentários racistas proferidos durante uma transmissão ao vivo no YouTube. Neste episódio, ele instou que pessoas brancas se afastassem de pessoas negras, chamando-as de “grupo de ódio”. Esse desabafo provocou uma onda de reações negativas e levou vários distribuidores, incluindo grandes jornais como o Washington Post e o Los Angeles Times, a retirarem a tira de circulação.
Comentários e ações controversas de Adams
A polêmica em torno de Adams não se limitou a seus comentários racistas. Em 2022, quando introduziu o primeiro personagem negro em Dilbert, muitos jornais decidiram parar de publicar a tira, considerando que o personagem foi criado para zombar da cultura “woke” e da comunidade LGBTQ+. Essa estratégia foi amplamente criticada.
Além disso, em suas transmissões, ele frequentemente expressava opiniões contrárias à vacinação contra a COVID-19, afirmando que, na sua visão, os não vacinados estavam em melhor situação do que aqueles que decidiram se vacinar.
Outra de suas polêmicas aconteceu em 2006, quando questionou em seu site os números relacionados ao Holocausto, trazendo repercussões negativas e críticas pela sua postura considerada irresponsável e desinformada.
Comentários sobre tiroteios em massa
Adams também atraiu críticas ao comentar um tiroteio em massa em Highland Park, onde ele formulou uma pergunta provocadora sobre a responsabilidade de famílias em relação a filhos que podem se tornar perigosos para a sociedade. Essas declarações geraram indignação e foram vistas como uma tentativa de desviar a discussão sobre a necessidade de intervenções e soluções para a violência armada.
O legado de Scott Adams
Apesar de suas controvérsias, o impacto que Scott Adams teve na cultura pop e na sátira corporativa é inegável. A tira Dilbert, que se tornou um símbolo da crítica à vida corporativa nos Estados Unidos, acompanhará a memória do cartoonista. Sua morte marca não apenas o fim de uma era, mas também um momento para refletir sobre as implicações de suas opiniões e o poder da sátira em moldar narrativas sociais.
Seus seguidores e críticos certamente continuarão a debater suas contribuições e controvérsias por muitos anos. Com uma carreira marcada por altos e baixos, Adams deixa um legado complexo, que permanecerá presente nas discussões sobre liberdade de expressão, responsabilidade e as fronteiras do humor.


