No último dia 13 de janeiro de 2026, a cidade de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro, foi marcada por mais um ato de violência relacionado ao crime organizado. Cristiano Lima de Oliveira, conhecido como “Jiraya”, foi executado em um aparente acerto de contas ligado ao mundo das milícias. A morte de Jiraya representa não apenas uma perda para um grupo que já foi parte da milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko, mas também um aviso da crescente brutalidade que permeia as disputas entre esses grupos criminosos na região.
A trajetória de Cristiano Lima de Oliveira
Cristiano Lima de Oliveira, que se tornou conhecido no submundo do crime como “Jiraya”, era um dissidente do grupo miliciano que operava em Campo Grande. A trajetória de Jiraya é emblemática da instabilidade que marca as alianças e desavenças entre as milícias que dominam diversas áreas do Rio de Janeiro. Em 2021, após a morte de Ecko, Jiraya se uniu à milícia de Cabuçu, liderada por Juninho Varão, no que pode ter sido uma tentativa de mudar de lado e garantir sua sobrevivência na caótica estrutura do crime organizado local.
Contexto das milícias no Rio de Janeiro
As milícias no Rio são formadas, em sua maioria, por ex-policiais e militares que utilizam da força para extorquir moradores e controlar territórios. Com a morte de importantes líderes, como Ecko, o cenário do tráfico e das milícias se torna cada vez mais instável. A disputa entre os grupos por territórios e poder leva a um aumento dos confrontos e execuções, como a que resultou na morte de Jiraya.
A violência em Nova Iguaçu
Nova Iguaçu, uma das cidades da Baixada Fluminense, tem sido historicamente afetada por esta violência. O fim de semana de Janeiro trouxe novamente à tona a fragilidade da segurança pública na região, onde, para muitos moradores, o medo e a insegurança se tornaram parte do cotidiano. A execução de “Jiraya” é mais uma evidência de que a guerra entre facções milicianas ainda está longe de um fim, e a sociedade civil continua a sentir os efeitos devastadores dessas disputas.
Consequências e possíveis desdobramentos
A morte de Cristiano Lima de Oliveira pode desencadear uma série de reações, não apenas dentro do submundo do crime, mas também na sociedade e nas autoridades. Como as milícias reagem à perda de membros significativos pode influenciar nos próximos conflitos, trazendo consequências diretas para a segurança pública na Baixada Fluminense e áreas adjacentes.
Além disso, o caso de Jiraya coloca em evidência a necessidade de um maior investimento em políticas de segurança e prevenção que visem combater a atuação das milícias, que se perpetuam e se alimentam do medo e da vulnerabilidade social. Até quando a população de Nova Iguaçu terá que viver sob o jugo dessas organizações? A resposta para essa pergunta depende de ações efetivas das autoridades e da mobilização da sociedade civil.
Com a escalada da violência e a trama complexa do crime organizado que invade cada vez mais as comunidades, a discussão sobre as milícias deve ser uma prioridade, não apenas para os órgãos de segurança, mas também para a construção de um futuro mais seguro e pacífico para todos os cidadãos fluminenses.

