Brasil, 13 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Lula e primeiro-ministro de Portugal discutem aprovação do Acordo Mercosul-UE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta terça-feira pelo telefone com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, em uma conversa que abordou a recente aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo comunicado do Palácio do Planalto, Montenegro elogiou o empenho de Lula na conclusão do tratado, cujo assinatura está marcada para 17 de janeiro em Assunção, no Paraguai.

Avanço no acordo Mercosul-UE e apoio internacional

A aprovação do acordo foi celebrada pelas instituições da UE, após negociação que envolveu diplomacia brasileira e europeia. O documento representa um avanço estratégico para ambos os blocos comerciais, com expectativa de gerar benefícios econômicos, principalmente na redução de tarifas para produtos brasileiros.

O governo brasileiro buscou apoio também da Itália, país considerado crucial na aprovação, devido à necessidade de votos de países com maior peso populacional na UE. Apesar da tentativa de concluir tudo ainda em dezembro, a votação foi adiada para janeiro, quando o Paraguai assumiu a presidência rotativa do Mercosul. Pesa ainda a resistência de agricultores franceses e de outros países europeus descontentes com o tratado.

Perspectivas de implementação e impacto

De acordo com o comunicado do Palácio do Planalto, Lula e Montenegro concordaram em trabalhar de forma rápida para a implementação do acordo, de modo que os benefícios possam ser percebidos pelas populações o quanto antes. Ambos destacaram a importância do multilateralismo e do livre comércio neste momento político global.

Além disso, os líderes trocaram impressões sobre a situação na Venezuela, ressaltando a necessidade de evitar uma crise de instabilidade na América do Sul. Portugal, por sua vez, expressou apoio ao tratado também pelo potencial de facilitar o acesso de seus produtos, como vinhos, ao mercado brasileiro.

Contexto e movimentações diplomáticas

A diplomacia brasileira atuou intensamente para que países europeus, especialmente a Itália, apoiassem o acordo antes da assinatura. A votação, que requer ao menos 15 votos favoráveis de 27 países-membros da UE e apoio de pelo menos 65% da população do bloco, foi considerada um passo crucial para a ratificação do tratado.

O apoio de Portugal foi destacado como importante, principalmente pelo impacto econômico que o acordo pode trazer aos setores de commodities e exportações brasileiras. A assinatura formal deverá reforçar o comércio e fortalecer a integração regional entre Mercosul e União Europeia.

Para mais detalhes sobre os efeitos econômicos do acordo, consulte quem perde e quem ganha com o tratado?.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes