Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Haddad reforça apoio ao BC em maior fraude bancária do Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou nesta terça-feira (13) seu apoio às ações do Banco Central na liquidação do Banco Master, apontando o caso como potencialmente a maior fraude bancária do Brasil. Em entrevista, Haddad revelou que tem mantido contato diário com Gabriel Galípolo, presidente do BC, e destacou a importância de uma análise cuidadosa e transparente do episódio.

Intervenção do Banco Central e conversa com o TCU

Haddad comentou que conversa frequentemente com o presidente do BC para garantir o respaldo institucional da Fazenda nos procedimentos. “Tenho falado com o presidente do BC quase que diariamente, dando todo respaldo institucional, porque o caso envolve a Fazenda também, o caso Reag, e há uma conexão que está sendo apurada”, afirmou. Além disso, revelou que também mantém diálogo com o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU).

Na segunda-feira (12), Vital do Rêgo trabalhou com o BC para encontrar um equilíbrio na fiscalização, buscando conciliar o poder de inspeção do tribunal com a autonomia do Banco Central, que questionava a possibilidade de uma inspeção técnica nas suas instalações. Haddad ressaltou que a cooperação entre as instituições é fundamental para o andamento do processo.

Autonomia do BC e o caso do Banco Master

Durante a entrevista, o ministro também reafirmou o apoio ao Banco Central e declarou que a fraude pode ser a maior da história do setor bancário nacional. “Temos que tomar todas as cautelas devidas, garantindo espaço para a defesa, mas também sendo firmes na defesa do interesse público”, afirmou. Haddad destacou a necessidade de formalidades e cuidados na condução do caso para evitar prejuízos à credibilidade do sistema financeiro.

Decisão do Banco Central de desistir de recurso e autorizar inspeção

Na manhã desta terça, o Banco Central anunciou a desistência dos embargos de declaração contra a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, que autorizou a inspeção de documentos relacionados à liquidação do Banco Master, decretada em novembro de 2025. Com a retirada do recurso, a análise técnica do caso poderá prosseguir sem a necessidade da apreciação pelo plenário do tribunal.

Segundo informações da Agência Brasil, a decisão foi formalizada após uma reunião entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo, o relator Jhonatan de Jesus, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e representantes de ambos os órgãos. O entendimento é de que a inspeção será conduzida pelo corpo técnico do tribunal, respeitando o sigilo bancário e as competências do BC, sem interferir na autonomia técnica da autoridade monetária.

Preservação da autonomia e o que vem a seguir

Vital do Rêgo afirmou que o TCU terá acesso aos documentos que embasaram a liquidação do Banco Master, sem revisar o mérito da decisão de liquidar a instituição financeira. Assim, o procedimento será limitado à análise da documentação de suporte, com prazo máximo de 30 dias para conclusão.

O acordo trouxe tranquilidade ao confronto institucional, garantindo o andamento da fiscalização ao mesmo tempo em que respeita a autonomia do Banco Central. Agora, o foco é a apuração dos detalhes do caso e a garantia de que os procedimentos ocorram com segurança jurídica e transparência.

Para mais informações, acesse a matéria completa no site da IG Economia.

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