Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Estudante de medicina vai a júri por morte da própria mãe em Campos

A Justiça determinou que o estudante de medicina Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso, de 32 anos, seja levado a júri popular pela morte da própria mãe, Eliana de Lima Tavares Cardoso, de 59 anos. O trágico incidente ocorreu em outubro de 2024, na Avenida Francisco Lamego, localizada no bairro Jardim Carioca, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A decisão, que ocorreu em dezembro, sinaliza que existem indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri.

Circunstâncias do crime

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Eliana estava usando uma bicicleta elétrica quando foi atropelada por um veículo conduzido pelo seu filho. O relato afirma que a mãe foi atingida por trás e, após o impacto, o carro dirigindo por Carlos Eduardo colidiu com outro automóvel, resultando em ferimentos para cinco pessoas que estavam no segundo veículo. O impacto foi tão severo que despertou a atenção das autoridades, levando a uma investigação minuciosa.

Acusações e defesas

Carlos Eduardo enfrenta acusações graves, que incluem feminicídio, lesão corporal, tentativa de fuga do local e dirigir sob efeito de entorpecentes. O Ministério Público sustenta que a situação não se tratou de um mero acidente de trânsito, apresentando evidências de um histórico de violência doméstica entre mãe e filho, bem como o uso de drogas no dia do incidente. As alegações levantam questões sobre a relação familiar e a dinâmica que pode ter levado ao trágico desenlace.

No entanto, a defesa do estudante rebate as acusações, afirmando que Carlos Eduardo não reconheceu sua mãe no momento do atropelamento. Esse argumento será fundamental durante o julgamento, podendo influenciar a percepção dos jurados sobre a intenção e o estado mental do réu no momento do crime. A complexidade do caso traz à tona questões sobre saúde mental, uso de substâncias e violência familiar.

Prisão preventiva e próximo passo

Atualmente, Carlos Eduardo se encontra preso preventivamente no presídio de Itaperuna, aguardando o julgamento que será realizado no Tribunal do Júri, onde sete jurados terão a missão de decidir sobre seu destino. A data do julgamento ainda não foi determinada, e tanto a defesa quanto a acusação ainda têm a possibilidade de recorrer da decisão de levar o caso a júri.

Implicações sociais e legais

A repercussão do caso tem gerado discussões na sociedade sobre a violência doméstica e a saúde mental, especialmente em famílias onde questões de dependência química estão presentes. Este caso específico ressalta a importância de se abordar a violência em todas as suas formas e o impacto que isso pode ter nas relações familiares. Observadores legais e sociais esperam que o julgamento traga à tona não apenas a culpa ou inocência de Carlos Eduardo, mas que também sirva como um alerta para situações semelhantes no futuro.

Expectativas para o julgamento

Com o processo agora na fase de júri, as expectativas são altas em relação ao que será revelado durante o julgamento. A questão da saúde mental, o histórico de violência e as circunstâncias do crime devem ser profundamente examinadas por todos os envolvidos. Além do aspecto legal, a sociedade acompanhará o caso de perto, dado o envolvimento de um estudante de medicina e o desfecho trágico que resultou na morte de uma mãe, o que pode chocar e provocar reações intensas na comunidade local e além.

Enquanto isso, o canal de notícias G1 seguirá acompanhando o caso e atualizando o público sobre as últimas informações e desenvolvimentos. A justiça ainda está por vir, mas muitos aguardam ansiosamente para ver como os jurados decidirão sobre essa questão trágica e complexa.

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