Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Donald Trump critica a compra da Warner Bros pela Netflix

A indústria do entretenimento, frequentemente repleta de intrigas e surpresas, ganhou um novo capítulo com a recente retórica de Donald Trump contra a Netflix. Em meio ao glamour do 83º Golden Globe Awards, o ex-presidente retweetou um comentário opinativo que questiona a compra de ativos da Warner Bros pela plataforma de streaming, culminando em uma análise crítica da posição monopolista de empresas como a Netflix no cenário audiovisual americano.

A retórica de Trump em relação à Netflix

No último domingo, enquanto as estrelas se preparavam para um dos maiores eventos da indústria do entretenimento, Trump utilizou sua influência nas redes sociais para compartilhar a coluna de opinião de John M. Pierce, publicada pelo One America News. O texto criticava o investimento de $83 bilhões que a Netflix planeja fazer na aquisição do streaming e dos estúdios da Warner Bros, alertando para a possibilidade de uma “tomada cultural” pela plataforma.

Na postagem, Trump proclamou: “Pare a tomada cultural da Netflix”, e argumentou que o Departamento de Justiça e a Comissão Federal de Comércio deveriam considerar essa fusão uma prioridade antitruste, não apenas por suas implicações de mercado, mas também por seu impacto na liberdade de expressão e no pluralismo cultural da América.

Impactos da fusão e reações em Hollywood

A opinião de Pierce ressalta a preocupação crescente sobre o domínio que a Netflix poderia exercer sobre o mercado ao incorporar os ativos da Warner Bros. Ele afirma que a fusão não deve ser tratada como uma simples transação comercial, mas sim como uma questão que envolve a essência da diversidade cultural e da liberdade de discussão nos meios de comunicação.

Pierce critica a Netflix por sua abordagem no uso de sua plataforma global, argumentando que a empresa “elevou narrativas progressistas enquanto suprimia pontos de vista divergentes.” Isso acendeu um debate dentro da indústria sobre a responsabilidade das plataformas de streaming em refletir uma gama completa de narrativas culturais.

Além disso, a crítica se estende ao Yahoo ao mencionar a ainda não resolvida oferta de compra hostil no valor de $108 bilhões da Paramount, que foi rejeitada, mas que agora pode ganhar nova vida à luz das preocupações sobre a concentração de poder da Netflix no setor.

Reações e estratégias de Paramount

Em meio a esse cenário, a Paramount, representada por David Ellison, busca capitalizar a pressão gerada pelas preocupações de Trump e ampliará sua comunicação com acionistas antes do prazo de 21 de janeiro para sua proposta de aquisição. A Paramount acredita que estará em uma posição mais forte para enfrentar a fusão Netflix-Warner Bros do que se esperava anteriormente, alegando que terá de lidar com menos barreiras regulatórias.

O relacionamento entre Trump e Ellison, considerado um dos homens mais ricos do mundo, levanta questionamentos sobre uma possível intercessão de Trump em favor de seu amigo. A expectativa de que Trump tomasse partido em questões relacionadas à aquisição de Warner Bros parece ter encontrado eco entre seus apoiadores e críticos, dando início a um debate robusto.

Os desafios da liberdade de imprensa

Em um cenário paralelo, o clima de tensão na mídia aumentou quando a editora-chefe do CBS News, Bari Weiss, decidiu cancelar um segmento do programa 60 Minutes sobre deportações severas de migrantes, algo que foi amplamente criticado e que Trump comentou negativamente. A súbita escolha de incluir vozes mais “abrangentes e justas” acabou atraindo mais críticas à CBS, destacando a complexidade da relação entre poder político e cobertura midiática.

Este estado atual de eventos ilustra como a interseção entre política, economia e entretenimento continua a deixar sua marca em Hollywood. Com Trump e Ellison agora mais involuntários do que nunca, a questão de quem realmente controla a narrativa cultural nos Estados Unidos se torna cada vez mais pertinente.

Nem a Casa Branca, nem a Paramount ou a Netflix se pronunciaram sobre a posição de Trump em relação à aquisição da Warner Bros até o momento.

Com tudo isso em vista, a pergunta que persiste é: como a indústria do entretenimento e seus gigantes lidarão com as implicações das palavras de Trump e o eventual futuro do streaming?

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