Brasil, 13 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Damares Alves aponta igrejas envolvidas em fraudes no INSS

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), integrante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fez declarações fortes sobre a influência de líderes religiosos nas irregularidades. Durante uma entrevista ao SBT News, ela relatou que a comissão enfrenta pressões de indivíduos e instituições que tentam obstruir as investigações, alertando para a identificação de “grandes igrejas” e “grandes pastores” envolvidos nos desvios.

Pressões e tentativas de obstrução das investigações

Damares Alves expressou sua preocupação com as manobras para interromper as apurações. “O tempo todo estão tentando atrapalhar as investigações. Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados”, afirmou. A senadora destacou que a oposição à CPMI vem não só de figuras públicas, mas também da própria comunidade, que muitas vezes se apega à figura de líderes religiosos influentes. “Quando falamos de um grande pastor, a comunidade grita: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, completou.

A importância da CPMI nas investigações

Apesar das pressões, Damares assegurou que o trabalho desenvolvido pela CPMI tem superado suas expectativas. “Essa CPMI do INSS está chegando a lugares que jamais imaginávamos. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito”, destacou, enfatizando a importância da transparência e da responsabilização. A senadora acredita que o trabalho do grupo parlamentar representa uma mudança significativa na dinâmica das comissões no Brasil, prometendo grandes entregas em sua investigação.

Próximos passos e balanço das atividades

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que em fevereiro será realizado o “primeiro balanço” do relatório preliminar sobre as atividades da comissão no ano anterior. Embora a CPMI tenha um prazo de encerramento previsto para março, Viana defendeu a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias, argumentando que esse tempo adicional seria crucial para a análise minuciosa dos documentos recebidos e para ouvir todos os depoentes ainda aguardados.

“Diante da dimensão nacional e da profundidade desse esquema, afirmo que é absolutamente indispensável a prorrogação da CPMI por mais 60 dias. Somente assim será possível aprofundar as apurações, rastrear patrimônio oculto, identificar todos os responsáveis e garantir justiça plena às vítimas”, declarou Viana, enfatizando a seriedade da situação.

Resultados das investigações já obtidos

A CPMI já conduziu 28 reuniões ao longo de 2023 e ouviu 26 testemunhas, incluindo ex-ministros da Previdência, como Carlos Lupi e Onyx Lorenzoni. Os parlamentares descobriram irregularidades que remontam a diferentes administrações, indicando a gravidade e a complexidade dos esquemas de corrupção envolvidos. Durante o mês passado, Viana divulgou algumas das informações que serão incluídas no relatório final, como a análise de mais de 4.800 documentos e a identificação de 108 empresas suspeitas de envolvimento nas fraudes.

Além disso, o presidente da CPMI revelou que solicitará ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado que possam estar ligados a essas irregularidades, uma medida que, segundo ele, é fundamental para evitar que os prejuízos se agravem ainda mais.

Com um cenário tão complexo e preocupante, a CPMI continua a avançar em suas apurações, buscando não apenas a responsabilização dos culpados, mas também a proteção dos cidadãos que são vítimas dessas fraudes. O trabalho da comissão é um reflexo da necessidade de maior transparência e ética nas instituições brasileiras.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes